Noel Felix
Ki nobas? Fazemos 500 anos. Notícias Portugal - Malaca - Melaka
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Um Líder de 78 anos
Noel Felix
A nossa Rua tem o nome D'Albuquerque
Pintura por Nicole Monteiro
Pintura por Celina Cassandra Monteiro
Pintura por Anabelle De Silva
Pintura por Maryane Alcantra
Pintura por James De Silva
"Lembransa" de família
Antigamente as fotografias tiravam-se em dias muito especiais.
Estas fotografias foram cedidas por Sara Santa Maria que está a fazer o seu álbum de família, mergulhando no baú dos seus pais, avós e antepassados.

Sara Frederica Santa Maria

Os avós:
Reginald Santa Maria
Margerate Lowe

Casamento dos pais:
Aloysius Santa Maria
Dolly Da Costa
Fotografia de casamento com ambas as familias. Como manda a tradição, familia Santa Maria (noivo) à esquerda e familia Da Costa (noiva) à direita.

Primeira comunhão da Prima Ira Santa Maria

Aniversário de Dolly Da Costa com a família.
Visite o blog da família Santa Maria desenvolvido no âmbito do projecto Povos Cruzados - Futuros Possíveis, coordenado por Sara Santa Maria, professora de educação especial.
http://www.santamaria-familia.blogspot.com/
Malaca com a Geografia das Amizades
Desta visita resultou um artigo e parte do documentário inserido no âmbito das comemorações dos 500 anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto.
Artigo da Revista Visão Vida & Viagens Dezembro/Janeiro.

"No âmbito da comemoração dos 500 anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto, provavelmente o maior aventureiro português, o autor Gonçalo Cadilhe apresenta um documentário dividido em dois episódios de 50 minutos cada sobre a vida, as viagens e a obra “Peregrinação” de Fernão Mendes Pinto. O documentário decorre nalguns dos países do Oriente por onde Mendes Pinto passou, nomeadamente Índia, Indonésia, China, Japão, Vietname, Malásia e Cambodja. É portanto um documentário de viagens, num registo informal e mochileiro, em que Gonçalo Cadilhe vai interligando os lugares por onde passa e as experiências que vivencia com temáticas da História de Portugal e Universal do período dos Descobrimentos, com questões polémicas relacionadas com a biografia de Fernão Mendes Pinto e naturalmente com episódios da Peregrinação. Tal como declara no início do documentário, Gonçalo Cadilhe não pretende reconstituir os itinerários da Peregrinação, tarefa aliás ingrata se não mesmo impossível dadas as imprecisões da obra, nem sequer apresentar uma biografia tout-court de Fernão Mendes Pinto. Pretende-se, isso sim, “lançar pistas, abrir portas, provocar reflexões” sobre a maior obra de literatura de viagens da língua portuguesa e toda a conjuntura histórica que a envolveu. Para além das cenas “on the road”, que constituem a principal fatia do documentário, “Nos Passos de Fernão Mendes Pinto” tem a participação de vários académicos portugueses, da área da História e da Literatura, especializados em Fernão Mendes Pinto".
Informação retirada daqui:
http://www.rtp.pt
Malaca sente.
Chocolate recebido no Bairro Português de Malaca.
Medan Portugis
A Praça Portuguesa, também conhecida como Medan Portugis - Portuguese Square, foi construída em meados dos anos 80 como referência ao típico Mercado Português.
A reviver o tempo das "castanholas"
No ar fica o cheiro a pólvora...
Saudações Natalícias
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A Casa do Coração em Malaca
"A Casa Korsang Di Melaka".



Este ano queremos desejar Bom Natal e Bom Ano Novo em 3 línguas a todas as familias da comunidade e turistas que passam o Natal no Portuguese Settlement.
Obrigada a todos. Mutu grandi merseh.
A comunidade de Tugu, Jacarta
Convidámos Sara França, Leitora do Instituto Camões em Jacarta, para escrever sobre a comunidade de Tugu em Jacarta-Indonésia, comunidade de descendentes de Portugueses, que foram para Jacarta de Malaca, Cochim, Ceilão entre outras regiões.

A comunidade de Tugu vive numa aldeia, a nordeste de Jacarta, chamada Tugu. Esta zona de Jacarta é muito caótica, barulhenta e poluída devido à proximidade do portode Tanjung Priok. Este porto é o principal do país, é enorme, com os seus cerca de 430hectares, e tem um tráfego incessante. As estradas desta área de Jacarta têm um trânsitosempre congestionado pelos inúmeros camiões de carga que vão e vêm do porto. Assim, podem imaginar que não é muito fácil nem agradável o caminho até Tugu! No entanto, quando avistamos o pequeno cemitério da aldeia, começamos a relaxar um pouco. Saindo da estrada infernal e transpondo o portão de entrada, soltamos enfim um suspirode alívio e de prazer: chegámos a Tugu. Fico sempre admirada com o aconchego, a limpeza e o encanto daquele lugarejo, afinal tão próximo da estrada infernal mas aomesmo tempo tão distante.
Para compreender quem eram os Mardjikers, é preciso um pouco mais de História.
Jacarta foi conquistada pelos Holandeses em 1619 e grande parte da sua população não era indígena. Inicialmente, vieram habitantes da costa de Coromandel e da costa do Malabar na Índia, recrutados pelos Holandeses para trabalhar como soldados do exército colonial e como guardas para manter a paz em Batavia, impedindo revoltas locais. Estes homens eram apelidados de Mardjikers (termo do sânscrito atribuídono período Hindu a religiosos ou monges que não pagavam impostos), pois estavam isentos de pagar impostos. Mais tarde, surgiram escravos oriundos das ilhas Molucas,que trabalhavam nos navios ou na construção de fortes, estradas e outros projetos. Por bom comportamento ou pelos bons serviços prestados, estes escravos eram muitas vezes libertos – e passavam a ser chamados Mardjikers também, não porquenão pagassem impostos, mas porque eram livres.
Finalmente, depois do declínio do império colonial português no Sudeste Asiático em meados do século XVII, chegaram comerciantes, artesãos e aventureiros oriundos de Malaca, Ceilão, Cochim e Calecute– estes estrangeiros, com mais talento, conhecimento e experiência no convívio com os Europeus, tornaram-se funcionários públicos, proprietários de lojas e empregados em entrepostos comerciais. Socialmente, misturavam-se com os Mardjikers. Estas três levas de emigrantes acabaram por se fundir numa comunidade mais ou menos homogénea durante o século XVII. Eram os chamados “Portugueses Negros”. O que é que estagente – de países e regiões diferentes; de grupos sociais, culturais e profissionais diferentes – tinha em comum? A língua e a religião.
Apesar de todas as vicissitudes, este pequenino enclave manteve vivo um crioulo debase lexical portuguesa, o Papiá Tugu, até 1978 – ano em que morreu Jacob Quiko, o então chefe da comunidade e único falante da língua. Atualmente, esse crioulo sobrevive apenas nas letras das canções de Keroncong que eles cantam. O Keroncong é um tipo de música que nasceu no seio desta comunidade e que é hoje em dia considerado um tipo de música nacional de grande popularidade. A sua origem remonta ao século XVI, quando marinheiros portugueses trouxeram com eles a sua música e instrumentos ao arquipélago indonésio. No entanto, é também possível sentir uns resquícios desse belíssimo crioulo, muito semelhante àquele falado em Malaca, em algumas expressões quotidianas que ficaram cristalizadas e que os membros da comunidade ainda usam.
Em 2008, a então Leitora do Instituto Camões em Jacarta, Maria Emília Irmler, criou – com a assistência de uma jovem indonésia que aprendera danças tradicionais portuguesas em Macau, a Pipita – um grupo de danças tradicionais portuguesas constituído por membros da comunidade.
Deixo-vos, também, a belíssima letra da canção de Keroncong “Moresco”, considerada uma canção do folclore português do século XVI, em crioulo e em português.
Um abraço de Malaca para a comunidade de Tugu.
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Preservação da língua materna para as gerações futuras
AGIR, PENSANDO NO FUTURO.
Este ano vamos celebrar o Natal com histórias e músicas em forma de Poema.
Desde 2009, Cátia Bárbara Candeias tem feito a recolha de histórias, músicas, poemas, entre outros, pela comunidade luso-descendente de Malaca. A coordenadora do Projecto refere a importância desta recolha como forma de motivar as futuras gerações a aprender o que as outras gerações mantiveram até aos dias de hoje.
No âmbito do nosso Projecto Povos Cruzados-Futuros Possíveis, aliado às aulas de português, está a ser organizado para a Celebração do Natal uma competição de Poemas destinada a crianças e jovens. O principal objectivo desta competição é fazer as coisas acontecerem alertando e sensibilizando Portugal, Malásia e a própria comunidade para a preservação cultural do dialecto muitas vezes referido pelas pessoas da comunidade como a "linggu mai" - língua materna.
A leitura dos poemas tem requerido muita dedicação pois as crianças e os jovens não estão habituados a ler no próprio dialecto.
Deixa-mos o convite para quem queira e possa estar presente.
Recital de Poesia - Celebração de Natal
Os poemas serão publicados no jornal trilingue on-line "Jornal Papia Portugues", juntamente com as fotografias dos vencedores em http://www.malaca-portugal.blogspot.com/
Esta competição conta com a colaboração de Peter Gomes, Michael Banerji, Anselm Fernandis, Jenny, Agnes Fernandis, Jothi Nagei, Tomás Pires, Noel Felix.
Christmas Poetry Recital
19th December 2010 – Christmas celebration
The poems will be published in the online newspaper “Jornal Papia Português” together with their photographs of the winners at http://www.malaca-portugal.blogspot.com/
OUR GOAL: Preservation of the Malacca Portuguese heritage for future generations.
Act, thinking in the future.
Ter um nome Português
Um dia, uma amiga chinesa visitou-me em Malaca e levei-a a conhecer a comunidade.
Faço esta observação porque o orgulho que ele me transmitiu foi enorme. Por vezes não damos conta do quanto é importante para estas pessoas o sentimento de pertença e identificação portuguesa.
Visite o nosso Jornal Papia Português onde já foram recolhidos apelidos portugueses no Bairro Português de Malaca, clique em:
Sabores Cruzados - Cultura alimentar

Restaurante de Lisboa (Lisbon), no Bairro Português de Malaca.
Sandra Dias, Kerry Dias, Albert, Tomás Pires e Cátia Candeias.
Tomás Pires acompanhou as pessoas do restaurante ao supermercado e comprou os ingredientes necessários para cozinhar "Frango à brás" que não pôde ser "Bacalhau à brás". Todos estiveram atentos durante a preparação.
O Restaurante Lisbon já serve Frango à brás.
Colabore connosco.
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O Museu da Comunidade no Bairro Português de Malaca
Cada Museu representa a conservação do patrimônio cultural de um determinado povo, a manutenção e a valorização da sua identidade. A reabilitação do Museu do Bairro Português de Malaca é outro dos Projectos que pretendemos tornar possível.
Ao longo da minha vivência em Malaca, conheci turistas de várias nacionalidades que visitaram o Museu da comunidade deixando o seu nome no livro de visitas.
Praticamente todos os dias entro no Museu e um dia perguntei ao Senhor Edgar para que servia aquele livro de visitas que já tem milhares de assinaturas, ao qual ele respondeu:
"Ungua dia tudu genti podi sabeh ki nos teng bida naki, tudu genti beng bisita kum nus jah bota nomi nisti buku".
"Para que um dia todas as pessoas saibam que nós existimos e que nos visitam. As pessoas que nos visitaram já escreveram o nome neste livro".
Colabore connosco na reabilitação do Museu no Bairro Português de Malaca.
Contactos:
ANTENA 1 em directo com o Navio Escola De Sagres
Navegando com a Sagres, a ANTENA 1 entra em directo com a NRP Sagres, todas as sextas-feiras às 6.40h. José Candeias entrou em contacto com o comandante Proença Mendes para uma breve resenha da viagem. Convidamo-los a ouvir a emissão especial de 29 Outubro de 2010, sobre a passagem por Malaca com a participação de Cátia Bárbara Candeias, bolseira do Instituto Camões.
Agradecemos ao Jornalista José Candeias pelo convite.
Mutu Grandi Merseh.
Clique no play:
Mutu grandi merseh - Muitas mercês
Obrigada, mutu grandi merseh.
Cátia Bárbara Candeias
Cordenadora do Projecto











