Chocolate recebido no Bairro Português de Malaca.
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Malaca sente.
Chocolate recebido no Bairro Português de Malaca.
Medan Portugis
A Praça Portuguesa, também conhecida como Medan Portugis - Portuguese Square, foi construída em meados dos anos 80 como referência ao típico Mercado Português.
A reviver o tempo das "castanholas"
No ar fica o cheiro a pólvora...
Saudações Natalícias
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A Casa do Coração em Malaca
"A Casa Korsang Di Melaka".



Este ano queremos desejar Bom Natal e Bom Ano Novo em 3 línguas a todas as familias da comunidade e turistas que passam o Natal no Portuguese Settlement.
Obrigada a todos. Mutu grandi merseh.
A comunidade de Tugu, Jacarta
Convidámos Sara França, Leitora do Instituto Camões em Jacarta, para escrever sobre a comunidade de Tugu em Jacarta-Indonésia, comunidade de descendentes de Portugueses, que foram para Jacarta de Malaca, Cochim, Ceilão entre outras regiões.

A comunidade de Tugu vive numa aldeia, a nordeste de Jacarta, chamada Tugu. Esta zona de Jacarta é muito caótica, barulhenta e poluída devido à proximidade do portode Tanjung Priok. Este porto é o principal do país, é enorme, com os seus cerca de 430hectares, e tem um tráfego incessante. As estradas desta área de Jacarta têm um trânsitosempre congestionado pelos inúmeros camiões de carga que vão e vêm do porto. Assim, podem imaginar que não é muito fácil nem agradável o caminho até Tugu! No entanto, quando avistamos o pequeno cemitério da aldeia, começamos a relaxar um pouco. Saindo da estrada infernal e transpondo o portão de entrada, soltamos enfim um suspirode alívio e de prazer: chegámos a Tugu. Fico sempre admirada com o aconchego, a limpeza e o encanto daquele lugarejo, afinal tão próximo da estrada infernal mas aomesmo tempo tão distante.
Para compreender quem eram os Mardjikers, é preciso um pouco mais de História.
Jacarta foi conquistada pelos Holandeses em 1619 e grande parte da sua população não era indígena. Inicialmente, vieram habitantes da costa de Coromandel e da costa do Malabar na Índia, recrutados pelos Holandeses para trabalhar como soldados do exército colonial e como guardas para manter a paz em Batavia, impedindo revoltas locais. Estes homens eram apelidados de Mardjikers (termo do sânscrito atribuídono período Hindu a religiosos ou monges que não pagavam impostos), pois estavam isentos de pagar impostos. Mais tarde, surgiram escravos oriundos das ilhas Molucas,que trabalhavam nos navios ou na construção de fortes, estradas e outros projetos. Por bom comportamento ou pelos bons serviços prestados, estes escravos eram muitas vezes libertos – e passavam a ser chamados Mardjikers também, não porquenão pagassem impostos, mas porque eram livres.
Finalmente, depois do declínio do império colonial português no Sudeste Asiático em meados do século XVII, chegaram comerciantes, artesãos e aventureiros oriundos de Malaca, Ceilão, Cochim e Calecute– estes estrangeiros, com mais talento, conhecimento e experiência no convívio com os Europeus, tornaram-se funcionários públicos, proprietários de lojas e empregados em entrepostos comerciais. Socialmente, misturavam-se com os Mardjikers. Estas três levas de emigrantes acabaram por se fundir numa comunidade mais ou menos homogénea durante o século XVII. Eram os chamados “Portugueses Negros”. O que é que estagente – de países e regiões diferentes; de grupos sociais, culturais e profissionais diferentes – tinha em comum? A língua e a religião.
Apesar de todas as vicissitudes, este pequenino enclave manteve vivo um crioulo debase lexical portuguesa, o Papiá Tugu, até 1978 – ano em que morreu Jacob Quiko, o então chefe da comunidade e único falante da língua. Atualmente, esse crioulo sobrevive apenas nas letras das canções de Keroncong que eles cantam. O Keroncong é um tipo de música que nasceu no seio desta comunidade e que é hoje em dia considerado um tipo de música nacional de grande popularidade. A sua origem remonta ao século XVI, quando marinheiros portugueses trouxeram com eles a sua música e instrumentos ao arquipélago indonésio. No entanto, é também possível sentir uns resquícios desse belíssimo crioulo, muito semelhante àquele falado em Malaca, em algumas expressões quotidianas que ficaram cristalizadas e que os membros da comunidade ainda usam.
Em 2008, a então Leitora do Instituto Camões em Jacarta, Maria Emília Irmler, criou – com a assistência de uma jovem indonésia que aprendera danças tradicionais portuguesas em Macau, a Pipita – um grupo de danças tradicionais portuguesas constituído por membros da comunidade.
Deixo-vos, também, a belíssima letra da canção de Keroncong “Moresco”, considerada uma canção do folclore português do século XVI, em crioulo e em português.
Um abraço de Malaca para a comunidade de Tugu.
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Preservação da língua materna para as gerações futuras
AGIR, PENSANDO NO FUTURO.
Este ano vamos celebrar o Natal com histórias e músicas em forma de Poema.
Desde 2009, Cátia Bárbara Candeias tem feito a recolha de histórias, músicas, poemas, entre outros, pela comunidade luso-descendente de Malaca. A coordenadora do Projecto refere a importância desta recolha como forma de motivar as futuras gerações a aprender o que as outras gerações mantiveram até aos dias de hoje.
No âmbito do nosso Projecto Povos Cruzados-Futuros Possíveis, aliado às aulas de português, está a ser organizado para a Celebração do Natal uma competição de Poemas destinada a crianças e jovens. O principal objectivo desta competição é fazer as coisas acontecerem alertando e sensibilizando Portugal, Malásia e a própria comunidade para a preservação cultural do dialecto muitas vezes referido pelas pessoas da comunidade como a "linggu mai" - língua materna.
A leitura dos poemas tem requerido muita dedicação pois as crianças e os jovens não estão habituados a ler no próprio dialecto.
Deixa-mos o convite para quem queira e possa estar presente.
Recital de Poesia - Celebração de Natal
Os poemas serão publicados no jornal trilingue on-line "Jornal Papia Portugues", juntamente com as fotografias dos vencedores em http://www.malaca-portugal.blogspot.com/
Esta competição conta com a colaboração de Peter Gomes, Michael Banerji, Anselm Fernandis, Jenny, Agnes Fernandis, Jothi Nagei, Tomás Pires, Noel Felix.
Christmas Poetry Recital
19th December 2010 – Christmas celebration
The poems will be published in the online newspaper “Jornal Papia Português” together with their photographs of the winners at http://www.malaca-portugal.blogspot.com/
OUR GOAL: Preservation of the Malacca Portuguese heritage for future generations.
Act, thinking in the future.
Ter um nome Português
Um dia, uma amiga chinesa visitou-me em Malaca e levei-a a conhecer a comunidade.
Faço esta observação porque o orgulho que ele me transmitiu foi enorme. Por vezes não damos conta do quanto é importante para estas pessoas o sentimento de pertença e identificação portuguesa.
Visite o nosso Jornal Papia Português onde já foram recolhidos apelidos portugueses no Bairro Português de Malaca, clique em:
Sabores Cruzados - Cultura alimentar

Restaurante de Lisboa (Lisbon), no Bairro Português de Malaca.
Sandra Dias, Kerry Dias, Albert, Tomás Pires e Cátia Candeias.
Tomás Pires acompanhou as pessoas do restaurante ao supermercado e comprou os ingredientes necessários para cozinhar "Frango à brás" que não pôde ser "Bacalhau à brás". Todos estiveram atentos durante a preparação.
O Restaurante Lisbon já serve Frango à brás.
Colabore connosco.
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O Museu da Comunidade no Bairro Português de Malaca
Cada Museu representa a conservação do patrimônio cultural de um determinado povo, a manutenção e a valorização da sua identidade. A reabilitação do Museu do Bairro Português de Malaca é outro dos Projectos que pretendemos tornar possível.
Ao longo da minha vivência em Malaca, conheci turistas de várias nacionalidades que visitaram o Museu da comunidade deixando o seu nome no livro de visitas.
Praticamente todos os dias entro no Museu e um dia perguntei ao Senhor Edgar para que servia aquele livro de visitas que já tem milhares de assinaturas, ao qual ele respondeu:
"Ungua dia tudu genti podi sabeh ki nos teng bida naki, tudu genti beng bisita kum nus jah bota nomi nisti buku".
"Para que um dia todas as pessoas saibam que nós existimos e que nos visitam. As pessoas que nos visitaram já escreveram o nome neste livro".
Colabore connosco na reabilitação do Museu no Bairro Português de Malaca.
Contactos:
ANTENA 1 em directo com o Navio Escola De Sagres
Navegando com a Sagres, a ANTENA 1 entra em directo com a NRP Sagres, todas as sextas-feiras às 6.40h. José Candeias entrou em contacto com o comandante Proença Mendes para uma breve resenha da viagem. Convidamo-los a ouvir a emissão especial de 29 Outubro de 2010, sobre a passagem por Malaca com a participação de Cátia Bárbara Candeias, bolseira do Instituto Camões.
Agradecemos ao Jornalista José Candeias pelo convite.
Mutu Grandi Merseh.
Clique no play:
Mutu grandi merseh - Muitas mercês
Obrigada, mutu grandi merseh.
Cátia Bárbara Candeias
Cordenadora do Projecto
Jornal Paionense em Malaca
Em Agosto de 2010, Cátia Bárbara Candeias foi contactada pela Professora Madalena Canas que lecciona na Escola do Paião, Figueira da Foz, convidando-a a escrever para o Jornal Paionense sobre a sua experiência em Malaca. Em números seguintes será dado continuidade ao tema "Na isti parti di mundo: uma visão comunitária", sobre o trabalho que tem desenvolvido.
"O caminho é incerto e desafiante mas eu queria conhecer essas pessoas (...) só sabemos quando realmente o experienciamos." afirmou Cátia Candeias.
A Associação Cultural Korsang di Melaka agradece ao Jornal Paionense pela publicação e divulgação do nosso Projecto Povos Cruzados-Futuros Possíveis.
Clube Raízes – Viagens pela História e pelo Património
Aliado ao nosso Projecto Povos-Cruzados, o objectivo é realizar um Intercâmbio Cultural de troca de Postais, entre estudantes de Portugal (de várias idades) estudantes de Malacca (do Bairro Português) e outras pessoas que têm colaborado no nosso Projecto. Os postais além de serem considerados uma imagem turística, representam também o património de uma cidade.
Através deste intercâmbio será possível criar uma nova fonte de motivação para a aprendizagem da língua portuguesa em Malaca, bem como o reconhecimento das tradições e cultura de cada País.
O Clube Raízes - Viagens pela História e pelo Património é dinamizado pela Dra. Madalena Canas que lecciona na Escola Básica 2, 3 Dr. Pedrosa Veríssimo – Paião – Figueira da Foz.
Intercâmbio Portugal – Malaca
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Saudações lusófonas

É com imenso gosto que publicamos o testemunho enviado por Tiago Ferreira Anacleto-Matias, amigo de Malaca e da Lusofonia.
Folgo em saber que a "Korsang di Melaka" não pára e que está a tentar manter os laços com a realidade de origens lusófonas que ainda (sobre)vivem em Malaca.
Da nossa parte, além de termos ficado ainda mais entusiasmados com esta visita à Malásia e sobretudo a Malaca, enquanto íamos calcorreando os caminhos do centro de Malaca, tentando sentir a História daquela importante Metrópole, não escondíamos a felicidade de compreender que havia, de facto, ainda algumas influências portuguesas, particularmente quando visitámos a Igreja de São Francisco Xavier. O deslumbramento final foi quando pudemos admirar 'A Famosa Porta de Santiago' da outrora imponente Fortaleza de Malaca.
Voltámos maravilhados e conscientes que há deveras importantes raízes históricas que não devem jamais ser apagadas. Bem hajam pelo empenho que demonstram ao manter estas reminiscências lusófonas bem vivas.
Ao fim do dia, em conversa com a minha esposa, cheguei à conclusão que não tinha mencionado corretamente o nome da igreja. Visitámos a Igreja de São Paulo, onde foi sepultado, inicialmente, São Francisco de Xavier.
Hoje, como é óbvio, também sabemos que muitas pessoas em Malaca falam o Papia, um crioulo do Português, o que é deveras muito interessante. Além disso "Kristang" advém igualmente das raízes cristãs que os portugueses transportaram até à Malásia. Isto, é claro, foram vocês que nos ensinaram, pois a n/ guia de Singapura somente nos falou nas tais populações de pescadores que se exprimiam num dialeto da língua portuguesa, algo que escrevi no possível trecho que eventualmente possam vir exibir no V/ estimado Jornal.
Muitíssimo obrigado pela oportunidade de nos darem a conhecer este mundo que, apesar de longe, nos parece tão perto.
Obrigada pelas sua palavras.
Barca Sagres em Malaca "a lenda contada pelos avós"
Senhor Noel Felix
Clique no link:
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Navio Escola de Sagres dia 24 de Outubro de 2010 em Malaca
Pedro Proença Mendes
Dedicamos a letra de uma música ao ilustre Comandante Pedro Proença e à sua tripulação. Cá vos esperamos.
Sekush Marinyerus - Ala Marinheiros
Sekush marinyeros - Sei que os marinheiros
Marinyeros, marinyeros - Marinheiros, marinheiros
Versão de Noel Felix
A nossa Associação Cultural Coração em Malaca está a assistir a Embaixada de Portugal em Banguecoque a preparar o programa da visita do Navio Escola Sagres (NRP Sagres) à Malásia.
O Navio Escola Sagres vai chegar a Malaca no dia 24 de Outubro de 2010, Domingo. Infelizmente, dado não haver um porto de águas profundas, o Navio terá de ficar ancorado ao largo de Malaca, no Estreito de Malaca.
No dia 24, durante a noite viajará para o Porto “Klang”, onde se espera que chegue por volta das 9h da manhã. Vai estar aberto ao público para visitas durante os dias 26, 27 e 28 de Outubro. No dia 29 de Outubro, Sexta-Feira, continuará a sua viagem e deixará a Malásia.
Informamos também, que a coordenadora do Projecto Povos Cruzados, Cátia Bárbara Candeias está registar os nomes das pessoas interessadas em visitar o Navio de Sagres.
Caso desejem acompanhar o Navio Escola Sagres na sua presente viagem, por favor sigam este link: http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/sagres/
Dear Friends and Members,
We inform that our Cultural Association Heart in Malacca is assisting the Embassy of Portugal in Bangkok to prepare the visit programme of the Training Ship Sagres (NRP Sagres) to Malaysia.
The Training Ship Sagres will arrive in Malacca on the 24th October 2010, Sunday.
During the night it will travel to Port “Klang”, where it is expected to arrive at 9am. It will be open to public visits on the 26th, 27th and 28th October. On the 29th October, Friday, the ship will continue its journey and leave Malaysia.
If you wish to follow the Training Ship Sagres on its present journey, please follow the link: http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/sagres/
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A língua materna - linggu mai - mother tongue
Este senhor é um exemplo vivo. É preciso agir enquanto as pessoas estão vivas e pensar que o futuro tem de ser preparado em conjunto.
É na partilha de conhecimento que reside a nossa evolução. Como ele existem muitas outras pessoas, na comunidade, que mantêm a língua materna, falando-a em casa com as famílias.

Jonhson Lazarro with Catia Bárbara Candeias.
Researcher in community depelopment.
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It’s time to act, while people like him are still alive, thinking that the future has to be prepared by all of us, together. Evolution is only possible through knowledge sharing.
Like Johnson, in the Settlement there are many people, who keep the language alive by talking it, at home with their families.
Tradução - colaboração de Miguel Vieira - Jornalista
Viagem pela história: de lupa

Nós jogamos ao berlinde
Quando jogava com os meus primos e irmãos, lembro-me de haver uma certa disputa para ver quais eram os melhores e também os mais bonitos (os que tinham mais cores). As brincadeiras eram outras e tendem a ficar cada vez mais no esquecimento, sendo raros os brinquedos e jogos tradicionais que sobrevivem no século XXI.
Na comunidade portuguesa de Malaca os berlindes ainda sobrevivem e as disputas são muitas.
É bom sentir que nesta parte do mundo as crianças gostam de manter a tradição viva como um tesouro precioso, herança portuguesa de uma outra geração.
Está para breve um torneio de berlindes.
A «portuguesidade»
Reflexões por José Costa Machado (Mestre de danças de folclore no âmbito do nosso Projecto)
O Portuguese Settlement de Malaca é um Kampung, e esta palavra remete para campo, quase com todas as conotações que em Portugal damos à palavra: o campo como lugar exterior à cidade, como lugar onde a casa e a horta se juntam, o campo como o local íntimo e de vida entregue a si própria, o campo donde saem as pessoas para trabalhar na cidade e quando voltam têm mil e um trabalhos para fazer na casa, ou nos campos e campos aqui pode ser o mar, a pesca, a apanha de camarão, o campo com a praça central onde ficam os cafés e casas de pasto, aqui restaurantes, onde fica muito perto o mercadinho, a igreja, o campo dos vizinhos de porta, o espaço de andar à vontade, de parar no meio da rua a conversar, o campo como lugar nosso por oposição a outro campo que seja o lugar de outros, o campo que tem um comité alargado de gestão e organização, o campo que tem grupos folclóricos, com os seus cantores e dançadores e músicos, etc.
Dizer-se que no conjunto da organização política da Malásia este Kampung é um acantonamento forçado, depois de as pessoas terem sido obrigadas a optar por ficar ou partir, também estará dentro da verdade, como dizer-se que este Kampung desempenha no conjunto da organização políica da Malásia um caso bem sucedido de pluralidade, de liberdade, de democracia. É esta última dimensão que mais interessa aos portugueses, sobretudo ao comité de bairro ou painel do regedor, o saberem e o sentirem que, mais para o bem do que para o mal, o bairro português é um caso que demonstra a sociedade plural, o equilíbrio de gestão multiracial, o exemplo da boa vizinhança.
Embora todos saibam quem nós somos,
Nas danças e cantigas que mostramos,
E saibam o sentido que nós pomos
Na língua em que também nos expressamos,
No quadro multi-étnico de Nação
Persistem as cautelas e os receios,
Que fé, língua e cultura são razão
A precisar de números e de meios.
No mar há caranguejos com a cruz
Do padre S. Francisco Xavier
A lenda faz as vezes de outra luz,
Ruínas, só as guarda quem quiser!
No intervalo vai-se até ao mar.
Por toda a parte há gente boa e fraca,
Ninguém é proibido de sonhar
Aqui, no largo Estreito de Malaca.
Beng nos canta, ai ai ai
Beng nos canta
Ai ai ai, beng nos bala"
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