Nus Se Terra - Nus Se Komunidadi - Nus Se Adranse - Nossa Herança

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"Pintura"

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Salvem a nossa cultura - Salvasang kum nus se kultura - Save our culture

Comunidade Kristang (cristã)

Atravessei o oceano em direcção ao Oriente.
Cheguei a Malaca onde os portugueses atracaram os barcos há 500 anos.
Aqui continuam bravos e orgulhosos das nossas tradições.

BEM VINDOS(as) AO PORTUGUESE SETTLEMENT

Malaca sente.

Desejamos a todos um bom (bong) ano (anu) novo (nobu) 2011.



Chocolate recebido no Bairro Português de Malaca.

Medan Portugis



A Praça Portuguesa, também conhecida como Medan Portugis - Portuguese Square, foi construída em meados dos anos 80 como referência ao típico Mercado Português.


Nos dias de hoje, a Medan Portugis apresenta um aspecto diferente, mais colorido, conhecido pelos turistas como "Mini Lisbon".



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A reviver o tempo das "castanholas"

Na época do Natal ninguém escapa aos estalinhos e bombinhas, uma tradição popular muito apreciada pela geração mais nova. As crianças andam em grupos de três ou quatro a largar estalinhos a qualquer pessoa que passe pelo Bairro Português de Malaca.
Depois fogem a rir.

No ar fica o cheiro a pólvora...







Saudações Natalícias



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A Casa do Coração em Malaca

Na Rua D'Albuquerque.

"A Casa Korsang Di Melaka".











Este ano queremos desejar Bom Natal e Bom Ano Novo em 3 línguas a todas as familias da comunidade e turistas que passam o Natal no Portuguese Settlement.

Colaboração: Empresa Slingshot, Michael Banerji e Agnes Fernandis (familia que alberga a Cátia), Cátia Bárbara Candeias, Tomás Pires, Jothi Nagei, Jenny, Anselm Fernandez, Julie Biscoits.

Obrigada a todos. Mutu grandi merseh.

A comunidade de Tugu, Jacarta

O Projecto Povos Cruzados - Futuros Possíveis tem sido desenvolvido na base da partilha de informação cultural. Povos, pessoas, comunidades, que se interligam ao longo da nossa história, representando o passado, o presente e evoluindo com o futuro.

Convidámos Sara França, Leitora do Instituto Camões em Jacarta, para escrever sobre a comunidade de Tugu em Jacarta-Indonésia, comunidade de descendentes de Portugueses, que foram para Jacarta de Malaca, Cochim, Ceilão entre outras regiões.



A comunidade de Tugu, Jacarta, por Sara França.

A comunidade de Tugu vive numa aldeia, a nordeste de Jacarta, chamada Tugu. Esta zona de Jacarta é muito caótica, barulhenta e poluída devido à proximidade do portode Tanjung Priok. Este porto é o principal do país, é enorme, com os seus cerca de 430hectares, e tem um tráfego incessante. As estradas desta área de Jacarta têm um trânsitosempre congestionado pelos inúmeros camiões de carga que vão e vêm do porto. Assim, podem imaginar que não é muito fácil nem agradável o caminho até Tugu! No entanto, quando avistamos o pequeno cemitério da aldeia, começamos a relaxar um pouco. Saindo da estrada infernal e transpondo o portão de entrada, soltamos enfim um suspirode alívio e de prazer: chegámos a Tugu. Fico sempre admirada com o aconchego, a limpeza e o encanto daquele lugarejo, afinal tão próximo da estrada infernal mas aomesmo tempo tão distante.

Esquecemo-nos completamente dos camiões, do monóxido de carbono e do bulício enervante de onde viemos e entramos num mundinho à parte, com uma bela igreja branca do século XVII, encimada por telhas vermelhas, ao lado deum cemitério bem cuidado, com uma escola e uma biblioteca (construída com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian), um jardim e muitas árvores de fruto. Continuando mais para Este, mais para dentro, atravessamos o rio Cakung e vamos dar à aldeia propriamente dita: formada por ruelas retas e perpendiculares onde encontramos pequenas moradias com alpendres e vasinhos com flores. Nesta aldeia não vive apenas a comunidade de Tugu, vivem também indonésios de outras partes do arquipélago: das ilhas Celebes, das ilhas Molucas ou doutras regiões de Java.

Neste momento, vocês devem estar a perguntar-se o que é que a comunidade de Tugu terá de especial para eu perder tanto tempo e palavras a descrever a sua aldeia.


Há várias versões da origem da comunidade de Tugu. A mais comum mente aceite éa de que se trata de uma comunidade de descendentes de mestiços Portugueses e de antigos escravos de Portugueses: um grupo de Mardjikers que habitava a então chamada Batavia (nome por que era conhecida Jacarta nos tempos da administração holandesa).

Para compreender quem eram os Mardjikers, é preciso um pouco mais de História.
Jacarta foi conquistada pelos Holandeses em 1619 e grande parte da sua população não era indígena. Inicialmente, vieram habitantes da costa de Coromandel e da costa do Malabar na Índia, recrutados pelos Holandeses para trabalhar como soldados do exército colonial e como guardas para manter a paz em Batavia, impedindo revoltas locais. Estes homens eram apelidados de Mardjikers (termo do sânscrito atribuídono período Hindu a religiosos ou monges que não pagavam impostos), pois estavam isentos de pagar impostos. Mais tarde, surgiram escravos oriundos das ilhas Molucas,que trabalhavam nos navios ou na construção de fortes, estradas e outros projetos. Por bom comportamento ou pelos bons serviços prestados, estes escravos eram muitas vezes libertos – e passavam a ser chamados Mardjikers também, não porquenão pagassem impostos, mas porque eram livres.

Finalmente, depois do declínio do império colonial português no Sudeste Asiático em meados do século XVII, chegaram comerciantes, artesãos e aventureiros oriundos de Malaca, Ceilão, Cochim e Calecute– estes estrangeiros, com mais talento, conhecimento e experiência no convívio com os Europeus, tornaram-se funcionários públicos, proprietários de lojas e empregados em entrepostos comerciais. Socialmente, misturavam-se com os Mardjikers. Estas três levas de emigrantes acabaram por se fundir numa comunidade mais ou menos homogénea durante o século XVII. Eram os chamados “Portugueses Negros”. O que é que estagente – de países e regiões diferentes; de grupos sociais, culturais e profissionais diferentes – tinha em comum? A língua e a religião.


Todas estas pessoas tinham vindo de regiões onde Portugal estivera presente, quer comopotência colonizadora quer apenas como agente comercial, tendo sofrido a influênciada língua, religião e cultura portuguesas. Todas elas adotaram o Português como línguade comunicação e durante quase dois séculos o Português foi efetivamente a língua de comunicação em Batavia: entre Europeus e nativos de diferentes países e mesmo entreos próprios Asiáticos que vinham dos seus diferentes países para Batávia. Ao contrário do que se imaginaria, a religião dos “Portugueses Negros” não era o catolicismo. Todos eles foram convertidos ao Calvinismo em Batávia, devido às imposições rígidas dos Holandeses – que, no entanto, não conseguiram converter-lhes a língua. Os Tugu descendem de um grupo de Mardjikers a quem os Holandeses ofereceram um terreno (onde fica a aldeia de Tugu), em 1661, pelos bons serviços prestados à Companhia das Índias Orientais.

Apesar de todas as vicissitudes, este pequenino enclave manteve vivo um crioulo debase lexical portuguesa, o Papiá Tugu, até 1978 – ano em que morreu Jacob Quiko, o então chefe da comunidade e único falante da língua. Atualmente, esse crioulo sobrevive apenas nas letras das canções de Keroncong que eles cantam. O Keroncong é um tipo de música que nasceu no seio desta comunidade e que é hoje em dia considerado um tipo de música nacional de grande popularidade. A sua origem remonta ao século XVI, quando marinheiros portugueses trouxeram com eles a sua música e instrumentos ao arquipélago indonésio. No entanto, é também possível sentir uns resquícios desse belíssimo crioulo, muito semelhante àquele falado em Malaca, em algumas expressões quotidianas que ficaram cristalizadas e que os membros da comunidade ainda usam.

Os Tugu são protestantes. Fazem questão de assumir e exibir a sua diferença relativamente aos “outros”. Orgulham-se da sua ascendência portuguesa, gostam de beber vinho, de comer carne de porco, dançam aos pares, falam com brio da sua fisionomia europeia e dos seus narizes longos, riem-se desbragadamente e dão-se acomentários brejeiros (o que contrasta imenso com a cultura javanesa que preza a moderação e a cerimónia) e adoram conviver, cantar e dançar.

Em 2008, a então Leitora do Instituto Camões em Jacarta, Maria Emília Irmler, criou – com a assistência de uma jovem indonésia que aprendera danças tradicionais portuguesas em Macau, a Pipita – um grupo de danças tradicionais portuguesas constituído por membros da comunidade.

São os Romeiros de Tugu.

Finalizemos, então, com uma canção de Keroncong chamada “Kafrinju”, que fala sobre uma mestiça portuguesa de Goa, cantada em crioulo de Tugu pelo chefe da comunidade: Andre Michiels.


Deixo-vos, também, a belíssima letra da canção de Keroncong “Moresco”, considerada uma canção do folclore português do século XVI, em crioulo e em português.



Um abraço de Malaca para a comunidade de Tugu.
Obrigada Sara por este testemunho.
Muitas Mercês.


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Preservação da língua materna para as gerações futuras


AGIR, PENSANDO NO FUTURO.
Colabore connosco na divulgação do nosso Projecto.

Este ano vamos celebrar o Natal com histórias e músicas em forma de Poema.

Desde 2009, Cátia Bárbara Candeias tem feito a recolha de histórias, músicas, poemas, entre outros, pela comunidade luso-descendente de Malaca. A coordenadora do Projecto refere a importância desta recolha como forma de motivar as futuras gerações a aprender o que as outras gerações mantiveram até aos dias de hoje.

No âmbito do nosso Projecto Povos Cruzados-Futuros Possíveis, aliado às aulas de português, está a ser organizado para a Celebração do Natal uma competição de Poemas destinada a crianças e jovens. O principal objectivo desta competição é fazer as coisas acontecerem alertando e sensibilizando Portugal, Malásia e a própria comunidade para a preservação cultural do dialecto muitas vezes referido pelas pessoas da comunidade como a "linggu mai" - língua materna.

A leitura dos poemas tem requerido muita dedicação pois as crianças e os jovens não estão habituados a ler no próprio dialecto.

Deixa-mos o convite para quem queira e possa estar presente.

Recital de Poesia
- Celebração de Natal
Dia 19 de Dezembro de 2010 às 16 horas.
Open Air Stage - Bairro Português de Malaca - Malásia

Os poemas serão publicados no jornal trilingue on-line "Jornal Papia Portugues", juntamente com as fotografias dos vencedores em http://www.malaca-portugal.blogspot.com/

Esta competição conta com a colaboração de Peter Gomes, Michael Banerji, Anselm Fernandis, Jenny, Agnes Fernandis, Jothi Nagei, Tomás Pires, Noel Felix.
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Christmas Poetry Recital

19th December 2010 – Christmas celebration
Contest at Open Air Stage – Portuguese Settlement -Malacca , Malaysia

The poems will be published in the online newspaper “Jornal Papia Português” together with their photographs of the winners at http://www.malaca-portugal.blogspot.com/

OUR GOAL: Preservation of the Malacca Portuguese heritage for future generations.

Act, thinking in the future.

Ter um nome Português

Na comunidade luso-descendente de Malaca são várias as pessoas que têm o primeiro nome ou o apelido em português.

Um dia, uma amiga chinesa visitou-me em Malaca e levei-a a conhecer a comunidade.
Cruzámo-nos com o Senhor António na Rua Texeira, que caminhava com o seu carrinho de mão e as suas redes de pesca. Apresentei-os falando em inglês, dizendo que era o meu amigo António. A minha amiga disse "Hello Anthony". Ele olhou-me nos olhos dizendo "My name is António, portuguese name" apertando a mão à minha amiga sorrindo.

Faço esta observação porque o orgulho que ele me transmitiu foi enorme. Por vezes não damos conta do quanto é importante para estas pessoas o sentimento de pertença e identificação portuguesa.

Visite o nosso Jornal Papia Português onde já foram recolhidos apelidos portugueses no Bairro Português de Malaca, clique em:

Sabores Cruzados - Cultura alimentar

Aprender português através do sabor.

A comida e a forma como cozinhamos é por vezes a reveladora dos nossos valores culturais. É também uma atracção como produto turístico pois acaba por revelar a cultura alimentar de uma cidade ou País, despertando sensações e interesse nos viajantes e turistas.

Muitos turistas visitam o Portuguese Settlement para provar o delicioso peixe, marisco, caril entre outros. Apesar da comunidade ter os seus próprios pratos tradicionais, famosos em toda a Malásia, foi-nos pedido que fizessemos uma demonstração de alguns pratos portugueses.

Sabores Cruzados - Cultura alimentar, nasce aliado ao nosso Projecto que contou com a colaboração de Tomás Pires, turista voluntário da Associação Korsang Di Melaka que esteve no Bairro Português de Malaca durante 3 meses a colaborar com Cátia Bárbara Candeias, coordenadora do Projecto Povos Cruzados-Futuros Possíveis.


Restaurante de Lisboa (Lisbon), no Bairro Português de Malaca.



Sandra Dias, Kerry Dias, Albert, Tomás Pires e Cátia Candeias.


Tomás Pires acompanhou as pessoas do restaurante ao supermercado e comprou os ingredientes necessários para cozinhar "Frango à brás" que não pôde ser "Bacalhau à brás". Todos estiveram atentos durante a preparação.


O Restaurante Lisbon já serve Frango à brás.

Colabore connosco.

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O Museu da Comunidade no Bairro Português de Malaca

"Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára".
Cazuza

Cada Museu representa a conservação do patrimônio cultural de um determinado povo, a manutenção e a valorização da sua identidade. A reabilitação do Museu do Bairro Português de Malaca é outro dos Projectos que pretendemos tornar possível.

Ao longo da minha vivência em Malaca, conheci turistas de várias nacionalidades que visitaram o Museu da comunidade deixando o seu nome no livro de visitas.

Praticamente todos os dias entro no Museu e um dia perguntei ao Senhor Edgar para que servia aquele livro de visitas que já tem milhares de assinaturas, ao qual ele respondeu:

"Ungua dia tudu genti podi sabeh ki nos teng bida naki, tudu genti beng bisita kum nus jah bota nomi nisti buku".

"Para que um dia todas as pessoas saibam que nós existimos e que nos visitam
. As pessoas que nos visitaram já escreveram o nome neste livro".
Senhor Edgar Overee com o livro de visitas do Museu.

Acreditamos, que se as Instituições e Empresas se unirem na realização de projectos conjuntos, Portugal conseguirá obter um maior sucesso na promoção de Portugal como destino turístico e não só, conseguindo, ao mesmo tempo, uma maior e mais forte projecção internacional da sua imagem.

Colabore connosco na reabilitação do Museu no Bairro Português de Malaca.

Contactos:
Cátia Bárbara Candeias
Coordenadora do Projecto

Associação Cultural Korsang Di Melaka

ANTENA 1 em directo com o Navio Escola De Sagres

Navegando com a Sagres, a ANTENA 1 entra em directo com a NRP Sagres, todas as sextas-feiras às 6.40h. José Candeias entrou em contacto com o comandante Proença Mendes para uma breve resenha da viagem. Convidamo-los a ouvir a emissão especial de 29 Outubro de 2010, sobre a passagem por Malaca com a participação de Cátia Bárbara Candeias, bolseira do Instituto Camões.

Agradecemos ao Jornalista José Candeias pelo convite.

Mutu Grandi Merseh.

Clique no play:

Mutu grandi merseh - Muitas mercês

Agradecemos a todos os amigos, associados e visitantes que têm lido as noticias semanais do nosso Jornal Papia Português (jornal trilingue), bem como os que têm acompanhado o nosso Projecto Povos Cruzados-Futuros Possíveis desde Setembro de 2009.
Gostaríamos de solicitar a vossa colaboração sincera na promoção deste projecto e a vossa assistência na angariação dos meios necessários para o seu correcto desenvolvimento e continuação.

Obrigada, mutu grandi merseh.

Cátia Bárbara Candeias
Cordenadora do Projecto
Povos Cruzados-Futuros Possíveis

Jornal Paionense em Malaca

Recebemos em Malaca a edição Nº410 de Setembro do Jornal Paionense que deu a conhecer algumas das motivações que levaram uma jovem de 28 anos a embarcar na aventura de partir de Portugal para desenvolver um Projecto com a comunidade luso-descendente de Malaca na Malásia.

Em Agosto de 2010, Cátia Bárbara Candeias foi contactada pela Professora Madalena Canas que lecciona na Escola do Paião, Figueira da Foz, convidando-a a escrever para o Jornal Paionense sobre a sua experiência em Malaca. Em números seguintes será dado continuidade ao tema "Na isti parti di mundo: uma visão comunitária", sobre o trabalho que tem desenvolvido.

"O caminho é incerto e desafiante mas eu queria conhecer essas pessoas (...) só sabemos quando realmente o experienciamos."
afirmou Cátia Candeias.

A Associação Cultural Korsang di Melaka agradece ao Jornal Paionense pela publicação e divulgação do nosso Projecto Povos Cruzados-Futuros Possíveis.

Clube Raízes – Viagens pela História e pelo Património

Vivemos numa sociedade onde a informação cultural é-nos fornecida
através de fotografias e imagens. A ideia de desenvolver um Intercâmbio Cultural surge no âmbito das aulas de português, entre outras actividades educacionais.

Aliado ao nosso Projecto Povos-Cruzados, o objectivo é realizar um Intercâmbio Cultural de troca de Postais, entre estudantes de Portugal (de várias idades) estudantes de Malacca (do Bairro Português) e outras pessoas que têm colaborado no nosso Projecto. Os postais além de serem considerados uma imagem turística, representam também o património de uma cidade.

Através deste intercâmbio será possível criar uma nova fonte de motivação para a aprendizagem da língua portuguesa em Malaca, bem como o reconhecimento das tradições e cultura de cada País.


O Clube Raízes - Viagens pela História e pelo Património é dinamizado pela Dra. Madalena Canas que lecciona na Escola Básica 2, 3 Dr. Pedrosa Veríssimo – Paião – Figueira da Foz.
Este Clube pretende conhecer, divulgar e preservar o Património Histórico, Cultural e Natural, local e nacional. Tem ainda como objectivo promover intercâmbios em todo o mundo com marcas da presença portuguesa.

Visite o site do Clube Raízes com quem estamos a organizar um intercâmbio de postais entre um grupo de alunos do 9.º ano de escolaridade da Escola Básica 2, 3 Dr. Pedrosa Veríssimo – Paião – Figueira da Foz e os alunos luso-descendentes do Bairro Português de Malaca.

Enviamos um abraço directamente de Malaca para os alunos do Clube Raízes e para a Professora Madalena Canas que tornaram este intercâmbio um Projecto Possível.

Para mais informações clique em:
Intercâmbio Portugal – Malaca


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Saudações lusófonas



É com imenso gosto que publicamos o testemunho enviado por Tiago Ferreira Anacleto-Matias, amigo de Malaca e da Lusofonia.
Boa noite para nós aqui na Europa, boa madrugada para vós na Ásia,

Folgo em saber que a "Korsang di Melaka" não pára e que está a tentar manter os laços com a realidade de origens lusófonas que ainda (sobre)vivem em Malaca.

Já há quase dez anos que a minha mulher, Helena Anacleto-Matias, e eu, Tiago Anacleto- Matias, nos deslocámos a Singapura para participarmos no Congresso Mundial de Linguística Aplicada. Como seria de esperar, e sentindo a adrenalina lusófona a saltitar dentro de nós, não resistimos a dar um pulo a Malaca, visto não ser assim tão longe! Partimos de Singapura numa excursão organizada por um operador turístico local e logo que a guia teve conhecimento que éramos portugueses, não escondendo a sua alegria, imediatamente nos começou a contar a influência que ainda se sentia da língua portuguesa sobretudo entre algumas populações de pescadores, as quais continuavam a falar num dialeto lusófono.

Da nossa parte, além de termos ficado ainda mais entusiasmados com esta visita à Malásia e sobretudo a Malaca, enquanto íamos calcorreando os caminhos do centro de Malaca, tentando sentir a História daquela importante Metrópole, não escondíamos a felicidade de compreender que havia, de facto, ainda algumas influências portuguesas, particularmente quando visitámos a Igreja de São Francisco Xavier. O deslumbramento final foi quando pudemos admirar 'A Famosa Porta de Santiago' da outrora imponente Fortaleza de Malaca.


Voltámos maravilhados e conscientes que há deveras importantes raízes históricas que não devem jamais ser apagadas. Bem hajam pelo empenho que demonstram ao manter estas reminiscências lusófonas bem vivas.


Ao fim do dia, em conversa com a minha esposa, cheguei à conclusão que não tinha mencionado corretamente o nome da igreja. Visitámos a Igreja de São Paulo, onde foi sepultado, inicialmente, São Francisco de Xavier.


Hoje, como é óbvio, também sabemos que muitas pessoas em Malaca falam o Papia, um crioulo do Português, o que é deveras muito interessante. Além disso "Kristang" advém igualmente das raízes cristãs que os portugueses transportaram até à Malásia. Isto, é claro, foram vocês que nos ensinaram, pois a n/ guia de Singapura somente nos falou nas tais populações de pescadores que se exprimiam num dialeto da língua portuguesa, algo que escrevi no possível trecho que eventualmente possam vir exibir no V/ estimado Jornal.

Muitíssimo obrigado pela oportunidade de nos darem a conhecer este mundo que, apesar de longe, nos parece tão perto.

Saudações lusófonas.
Tiago Anacleto-Matias

Obrigada pelas sua palavras.
Saudações lusófonas de Malaca.

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Barca Sagres em Malaca "a lenda contada pelos avós"

No dia 24 de Outubro de 2010 - 278º dia - o Navio Escola Sagres esteve Malaca.


Senhor Noel Felix

O Navio Escola de Sagres para os mais novos era aquela lenda contada pelos avós, da barca que trouxe os marinheiros Portugueses, e com ele o calor e carinho dos antepassados, que eles gostariam de sentir e poder vir a contar, mais tarde, aos seus netos. Para os mais velhos, muitos sem nunca conseguir realizar o sonho de ir até Portugal, o Sagres é aquele "bocadinho" de Portugal que, de 20 em 20 e tal anos vem até eles e os liga aquele país tão longe fisicamente mas sempre tão presente no coração. Para eles, é de facto o Portugal flutuante, que desde Afonso de Albuquerque vem, de tempos a tempos, até eles.

A nossa Associação agradece especialmente ao Comandante Pedro Proença Mendes, ao Excelêntissimo Embaixador António Faria e Maya (Embaixada de Portugal em Bangecoque), Dra. Maria João Liew e à Coordenadora do nosso Projecto Cátia Bárbara Candeias, por terem tornado esta viagem possível.





Grupo de Folclore Português Dom Marina

Crónica sobre Malaca: convidamo-los a visitar o Diário de Bordo do Comandante Pedro Proença Mendes através do link:
http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/sagres/?k=24OUT2010---278-Dia---Malaca.rtp&post=28383


Navegando com a Sagres, a ANTENA 1 em directo com a NRP Sagres, todas as sextas-feiras às 6.40h. José Candeias entra em contacto com o comandante Proença Mendes para uma breve resenha da viagem. Convidamo-los a ouvir a emissão especial de 29 Outubro de 2010, sobre Malaca, com a participação da Coordenadora do Projecto, Cátia Bárbara Candeias.

Clique no link:


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Navio Escola de Sagres dia 24 de Outubro de 2010 em Malaca

O Navio Escola Sagres iniciou a 19 de Janeiro de 2010 a sua terceira viagem de circum-navegação. É a terceira vez que a Sagres realiza uma Circum-navegação, tendo a última viagem ocorrido em 1983/84.

Comandante:
Pedro Proença Mendes

Dedicamos a letra de uma música ao ilustre Comandante Pedro Proença e à sua tripulação. Cá vos esperamos.

Sekush Marinyerus
- Ala Marinheiros

Sekush marinyeros
- Sei que os marinheiros
Adoria ma fada - Adoram a farda
Kung amor segrado - Com amor sagrado
Se poish altanyero - São pois altaneiros
Sauda belargada - São da velha guarda
Da nossa pasado - Do nosso passado
Pasado ne gloria - Passado de glória
Kun keng moita fama - Que deu grande fama
Amas de Portugal - Ao meu Portugal
A senti de storia - Assim diz a história
Dosfetu do Gama - Dos feitos do Gama
Dos akues Cabral - De Zarco e Cabral

Marinyeros, marinyeros
- Marinheiros, marinheiros
E grama nossa bandera kung amor - Ergam a nossa bandeira com amor
E disay mundu nunteru - E dizei ao mundo inteiro
Keng mas brado marinyeros - Que o mais bravo marinheiro
Di Portugues poka saba te balor - É português porque sabe ter valor

Versão de Noel Felix
Gravação e tradução de Margaret Sarkission (1990)
A viagem dos sons / The journey of sounds




Caros Amigos e Associados,

A nossa Associação Cultural Coração em Malaca está a assistir a Embaixada de Portugal em Banguecoque a preparar o programa da visita do Navio Escola Sagres (NRP Sagres) à Malásia.

O Navio Escola Sagres vai chegar a Malaca no dia 24 de Outubro de 2010, Domingo. Infelizmente, dado não haver um porto de águas profundas, o Navio terá de ficar ancorado ao largo de Malaca, no Estreito de Malaca.
Dado só existirem 77 lugares no "ferry boat" será dada prioridade aos luso-descendentes de portugueses.

No dia 24, durante a noite viajará para o Porto “Klang”, onde se espera que chegue por volta das 9h da manhã. Vai estar aberto ao público para visitas durante os dias 26, 27 e 28 de Outubro. No dia 29 de Outubro, Sexta-Feira, continuará a sua viagem e deixará a Malásia.

Informamos também, que a coordenadora do Projecto Povos Cruzados, Cátia Bárbara Candeias está registar os nomes das pessoas interessadas em visitar o Navio de Sagres.

Caso desejem acompanhar o Navio Escola Sagres na sua presente viagem, por favor sigam este link: http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/sagres/

Dear Friends and Members,

We inform that our Cultural Association Heart in Malacca is assisting the Embassy of Portugal in Bangkok to prepare the visit programme of the Training Ship Sagres (NRP Sagres) to Malaysia.
The Training Ship Sagres will arrive in Malacca on the 24th October 2010, Sunday.

Unfortunately, since there is no deep waters port, the ship will be stationed in the Straits of Malacca.
Since there are only 77 places on the ferry boat will be given priority to the Luso-descendants of Portuguese.

During the night it will travel to Port “Klang”, where it is expected to arrive at 9am. It will be open to public visits on the 26th, 27th and 28th October. On the 29th October, Friday, the ship will continue its journey and leave Malaysia.


We also inform that, Cátia Barbara Candeias is in the portuguese community, recording the names of people interested in visiting the Sagres ship.

If you wish to follow the Training Ship Sagres on its present journey, please follow the link: http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/sagres/

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A língua materna - linggu mai - mother tongue

Jonhson Lazarro de 91 anos, nasceu a 19 de Fevereiro 1919 na cidade de Malaca-Malásia, vive no Bairro Português de Malaca. Aprendeu a falar a "linggu mai" (expressão que utilizou), com a sua mãe e família, passando-a oralmente de geração em geração.

Este senhor é um exemplo vivo. É preciso agir enquanto as pessoas estão vivas e pensar que o futuro tem de ser preparado em conjunto.

É na partilha de conhecimento que reside a nossa evolução. Como ele existem muitas outras pessoas, na comunidade, que mantêm a língua materna, falando-a em casa com as famílias.


Jonhson Lazarro with Catia Bárbara Candeias.
Researcher in community depelopment.
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Jonhson Lazarro, 91 years old, born on the 19th February 1919 in the town of Malacca, Malaysia and live in the Portuguese Settlement. He learned the mother tongue from his mother and family, orally preserving the way spoken throughout time, from generation to generation.
He is a living example.

It’s time to act, while people like him are still alive, thinking that the future has to be prepared by all of us, together. Evolution is only possible through knowledge sharing.

Like Johnson, in the Settlement there are many people, who keep the language alive by talking it, at home with their families.

Tradução - colaboração de Miguel Vieira - Jornalista

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Viagem pela história: de lupa


Andamos com uma lupa como se fossemos o famoso investigador Sherlock Holmes. Descobrimos vários portugueses que passaram por Malaca ao longo dos séculos e os alunos ficaram a saber que a lupa "é um instrumento óptico munido de uma lente com capacidade de criar imagens virtuais", e bem reais.

Apresento-vos os Super-Heróis da História:

Gene Lazarro

Sonia De Silva


Teresa Pereira



Evelina Pereira


James De Silva
Elton De Silva


Os super heróis voltam em breve.

Nós jogamos ao berlinde

Nos dias de hoje, brincar na rua não é coisa que se faça como antigamente, devido à novas tecnologias: televisão, computador, consola, etc. Mas se tentarem ensinar novamente a uma criança jogar ao berlinde...o mais provável é esquecerem a tecnologia e ficarem com vontade de continuar a jogar ao berlinde com os amigos.

Quando jogava com os meus primos e irmãos, lembro-me de haver uma certa disputa para ver quais eram os melhores e também os mais bonitos (os que tinham mais cores). As brincadeiras eram outras e tendem a ficar cada vez mais no esquecimento, sendo raros os brinquedos e jogos tradicionais que sobrevivem no século XXI.

Na comunidade portuguesa de Malaca os berlindes ainda sobrevivem e as disputas são muitas.

É bom sentir que nesta parte do mundo as crianças gostam de manter a tradição viva como um tesouro precioso, herança portuguesa de uma outra geração.

Está para breve um torneio de berlindes.

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A «portuguesidade»

"Tomara eu que eles sintam a «portuguesidade» daquele Bairro de Malaca".

Reflexões por José Costa Machado (Mestre de danças de folclore no âmbito do nosso Projecto)

O Portuguese Settlement de Malaca é um Kampung, e esta palavra remete para campo, quase com todas as conotações que em Portugal damos à palavra: o campo como lugar exterior à cidade, como lugar onde a casa e a horta se juntam, o campo como o local íntimo e de vida entregue a si própria, o campo donde saem as pessoas para trabalhar na cidade e quando voltam têm mil e um trabalhos para fazer na casa, ou nos campos e campos aqui pode ser o mar, a pesca, a apanha de camarão, o campo com a praça central onde ficam os cafés e casas de pasto, aqui restaurantes, onde fica muito perto o mercadinho, a igreja, o campo dos vizinhos de porta, o espaço de andar à vontade, de parar no meio da rua a conversar, o campo como lugar nosso por oposição a outro campo que seja o lugar de outros, o campo que tem um comité alargado de gestão e organização, o campo que tem grupos folclóricos, com os seus cantores e dançadores e músicos, etc.

Dizer-se que no conjunto da organização política da Malásia este Kampung é um acantonamento forçado, depois de as pessoas terem sido obrigadas a optar por ficar ou partir, também estará dentro da verdade, como dizer-se que este Kampung desempenha no conjunto da organização políica da Malásia um caso bem sucedido de pluralidade, de liberdade, de democracia. É esta última dimensão que mais interessa aos portugueses, sobretudo ao comité de bairro ou painel do regedor, o saberem e o sentirem que, mais para o bem do que para o mal, o bairro português é um caso que demonstra a sociedade plural, o equilíbrio de gestão multiracial, o exemplo da boa vizinhança.

Embora todos saibam quem nós somos,
Nas danças e cantigas que mostramos,
E saibam o sentido que nós pomos
Na língua em que também nos expressamos,
No quadro multi-étnico de Nação
Persistem as cautelas e os receios,
Que fé, língua e cultura são razão
A precisar de números e de meios.
No mar há caranguejos com a cruz
Do padre S. Francisco Xavier
A lenda faz as vezes de outra luz,
Ruínas, só as guarda quem quiser!
No intervalo vai-se até ao mar.
Por toda a parte há gente boa e fraca,
Ninguém é proibido de sonhar
Aqui, no largo Estreito de Malaca.

"Ó i ó ai, beng nos bala
Beng nos canta, ai ai ai
Beng nos canta
Ai ai ai, beng nos bala
"


Um abraço de Malaca.

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