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Viagem pela história: de lupa

Nós jogamos ao berlinde
Quando jogava com os meus primos e irmãos, lembro-me de haver uma certa disputa para ver quais eram os melhores e também os mais bonitos (os que tinham mais cores). As brincadeiras eram outras e tendem a ficar cada vez mais no esquecimento, sendo raros os brinquedos e jogos tradicionais que sobrevivem no século XXI.
Na comunidade portuguesa de Malaca os berlindes ainda sobrevivem e as disputas são muitas.
É bom sentir que nesta parte do mundo as crianças gostam de manter a tradição viva como um tesouro precioso, herança portuguesa de uma outra geração.
Está para breve um torneio de berlindes.
A «portuguesidade»
Reflexões por José Costa Machado (Mestre de danças de folclore no âmbito do nosso Projecto)
O Portuguese Settlement de Malaca é um Kampung, e esta palavra remete para campo, quase com todas as conotações que em Portugal damos à palavra: o campo como lugar exterior à cidade, como lugar onde a casa e a horta se juntam, o campo como o local íntimo e de vida entregue a si própria, o campo donde saem as pessoas para trabalhar na cidade e quando voltam têm mil e um trabalhos para fazer na casa, ou nos campos e campos aqui pode ser o mar, a pesca, a apanha de camarão, o campo com a praça central onde ficam os cafés e casas de pasto, aqui restaurantes, onde fica muito perto o mercadinho, a igreja, o campo dos vizinhos de porta, o espaço de andar à vontade, de parar no meio da rua a conversar, o campo como lugar nosso por oposição a outro campo que seja o lugar de outros, o campo que tem um comité alargado de gestão e organização, o campo que tem grupos folclóricos, com os seus cantores e dançadores e músicos, etc.
Dizer-se que no conjunto da organização política da Malásia este Kampung é um acantonamento forçado, depois de as pessoas terem sido obrigadas a optar por ficar ou partir, também estará dentro da verdade, como dizer-se que este Kampung desempenha no conjunto da organização políica da Malásia um caso bem sucedido de pluralidade, de liberdade, de democracia. É esta última dimensão que mais interessa aos portugueses, sobretudo ao comité de bairro ou painel do regedor, o saberem e o sentirem que, mais para o bem do que para o mal, o bairro português é um caso que demonstra a sociedade plural, o equilíbrio de gestão multiracial, o exemplo da boa vizinhança.
Embora todos saibam quem nós somos,
Nas danças e cantigas que mostramos,
E saibam o sentido que nós pomos
Na língua em que também nos expressamos,
No quadro multi-étnico de Nação
Persistem as cautelas e os receios,
Que fé, língua e cultura são razão
A precisar de números e de meios.
No mar há caranguejos com a cruz
Do padre S. Francisco Xavier
A lenda faz as vezes de outra luz,
Ruínas, só as guarda quem quiser!
No intervalo vai-se até ao mar.
Por toda a parte há gente boa e fraca,
Ninguém é proibido de sonhar
Aqui, no largo Estreito de Malaca.
Beng nos canta, ai ai ai
Beng nos canta
Ai ai ai, beng nos bala"
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Conferência sobre o Legado Português - Sudeste Asiático
In recognition of the half-millennium that has transpired since Afonso de Albuquerque’s conquest of Melaka in 1511, the Institute of Southeast Asian Studies issues this call for papers for a three-day interdisciplinary international conference of about 25 scholars to explore the legacies and evolution of Portuguese and Luso-Asian peoples and communities in Southeast Asia (along the Goa-Melaka-Macau axis) over the past 500 years. Contributors are encouraged to submit paper abstracts whose themes build on recent scholarship that is introducing fresh perspectives for characterizing and contextualizing Portuguese/Luso-Asian experiences and interactions in the region. Papers that also attempt to demonstrate (a) long-term legacies and evolutionary processes, or (b) linkages between the Portuguese/Luso-Asians in Southeast Asia and the larger Portuguese world globally are especially welcome.
Mais informações em:
A nossa Associação Cultural Korsang di Melaka estará presente.
Um olhar sobre Malaca
Agosto de 2010
Por Mário Breda - viajante português em Malaca
E já parti ao fim da tarde, muito mais tarde do que prometera, na minha bicicleta, em direcção ao Bairro Português. Segundo os meus dados, situava-se a uns 3 km a sul da cidade junto ao mar. Parecia ser muito fácil. Mas Malaca é grande, tem muitas estradas e vias rápidas à sua volta, não foi nada fácil pedalar até lá. Pareceram-me muitos mais km.
Finalmente começo a ver a indicação "Portuguese Settlement" e lá cheguei.

A Bárbara conhece todos e fala-lhes no seu dialecto, maneira de "papiar" Português (ou Cristang) a que chamam "Malacan Portuguese". Não é difícil entendermo-nos. Quando o Português de lá e de cá não se entendem muito bem, usamos o Inglês e a conversa flui naturalmente. Algumas das bandeiras portuguesas que tinha levado ofereço-as a algumas destas pessoas que as recebem com enorme orgulho.
A mesa enche-se com pratos de caranguejo grande, lulas e outros pratos com peixe cozinhado de várias maneiras, à moda "portuguese". Conversamos muito ao jantar, acompanhados agora pelo Sr. Michael Banerji e por outro elemento da comunidade, o Sr. Nagei Jothi, local e interessado em ouvir e conhecer o Português de Portugal. Tanto um como outro não nasceram no Bairro mas casaram com raparigas dali e logo se "converteram". De facto, quem entra nesta comunidade fica seduzido e vinculado, tal a força da sua identidade e das suas tradições.
E torna-se mais um "Portuguese". É importante clarificar este conceito. E lembro-me desta explicação do Michael. Quando os turistas na cidade de Malaca perguntam "Where are the Portuguese?" e depois vêm visitar o Bairro, colocam a questão outra vez, por não verem nenhum português de feições brancas, "But where are the Portuguese?". E a resposta é "We are the Portuguese" e os turistas lá se resignam à evidência, embora perplexos. De facto, ao longo destes séculos de casamentos mistos, os descendentes dos Portugueses (idos de Portugal mas também de África e da Índia) são aquele povo especial, de feições morenas e alguns traços mais ou menos latinos. Mas nunca usam expressões do género "descendentes de portugueses" ou "euro- asiáticos", dizem sempre "Portugueses".
Pergunto-me como se pode explicar que uma comunidade de cerca de 2600 pessoas (com outros milhares espalhados pelo resto do país e que se mantêm fieis às suas origens) se tenha conservado ao longo de vários séculos com uma forte identidade que se sustenta se manifesta na língua que falam, na religião católica que praticam, nas festas e rituais etnográficos.
E por tudo o que senti e aprendi naquele dia em Malaca, "Mutu grandi merseh" a todos vós:
Bárbara, Michael, Nagei e outros amigos de quem não recordo o nome. Quando voltar a Malaca, porque também eu fiquei contagiado, já sei que tenho de ficar muitos dias, porque poucos não chega para tanto.
Aulas de "Português antigo"
Noel Felix, Filomena e Sara Santa Maria.
Em conjunto com Filomena e Sara, Noel Felix dá as suas aulas todos os sábados das 16h às 17h no Bairro Português de Malaca.
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Um olhar sobre Malaca
Por Mário Breda - viajante português em Malaca
Hoje, dia 15 de Setembro de 2010, é com enorme orgulho que digo:

Ao aproximarmo-nos de Malaca, começamos a ver sinais de que é uma grande cidade, com muitos edifícios altos (o meu hotel tinha 26 andares) que definem a silhueta da cidade mas que em nada interferem com o centro da cidade que mantém os seus edifícios tradicionais.
Logo que me instalo no hotel, apetece-me imediatamente sair. São 5 da tarde, caminho cerca de 10 minutos por ruas com letreiros em chinês de lojas que estão fechadas. Porque hoje é Domingo. E logo me deparo com a Igreja de São Francisco Xavier, construída no século 19, de onde as pessoas começam a sair porque a missa estava a terminar. Apesar de não ter sido construída no tempo dos Portugueses (1511 a 1641, 130 anos), nem dos holandeses que vieram a seguir, mas no tempo dos ingleses que foram os últimos a governar a cidade (e o país, colónia inglesa até à independência em 1957), e apesar de São Francisco Xavier não ser português mas espanhol, sinto que há um pulsar português naquele fim de missa. Mesmo depois de tudo desaparecer, de as igrejas se transformarem em ruínas e de as pessoas se misturarem com os naturais, fica a vivência espiritual que os povos conservam de geração em geração. Já tinha sentido o mesmo em Cochim e noutros lugares em que umas poucas pedras ainda atestam a presença dos portugueses do século 16 (aquela raça de gente que não parece ter saído deste país nem ter nada a ver com os Portugueses de hoje) mas em que a religião católica é o legado mais forte que deixaram. E isso não temos dúvidas de que foram os Portugueses que levaram e ensinaram, quer concordemos ou não.
Penso num homem tailandês, de origem chinesa como tantos outros, com quem conversei na estação de comboios de Nakhom Pathom enquanto esperava o comboio para Kanchanaburi (junto ao rio Kwai) que me perguntou intrigado "por que vai você a Kanchanaburi ?". Disse-me depois que tinha estudado num colégio de missionários católicos em Bangkok, fundado em tempos por missionários portugueses: "Um dia perguntei a minha mãe por que é que sendo quase todos budistas na Tailândia, eu era católico. A minha mãe respondeu: porque também eu sou e os teus avós também eram". E por isso este homem se identificou comigo, me dirigiu a palavra, por pensar que eu, europeu, seria provavelmente também cristão como ele. A religião é, assim, uma marca que fica gravada numa família e que segue de geração em geração, quase fazendo parte do seu património genético.
Sendo a Malásia um país em que predomina a religião muçulmana, em que as mesquitas estão por todo o lado, sentimos ao chegar à cidade de Malaca que estamos em "território" cristão. Mas também chinês, se pensarmos nos belos templos budistas que abundam na "chinatown". A Malásia é um país habituado à presença de muitos povos distintos, convivendo de forma tolerante e fraterna, não só os europeus (portugueses, holandeses e ingleses, por esta ordem de chegada e ocupação) que ali estiveram ao longo dos últimos 500 anos mas também de indianos, chineses e outros povos na actualidade.
Antes da chegada dos Portugueses em 1511 (comemoram-se no próximo ano os 500 anos), Malaca era o maior porto daquela região de transição entre o Índico e o Pacífico, em que do Ocidente chegavam barcos carregados de mercadorias da Arábia e da Índia, e do Oriente vinham barcos carregados do Sião, da China e da Indonésia, trocando as suas mercadorias sem ter de pagar taxas ao porto da cidade. É hoje claro que os Portugueses acabaram com isso tudo. Como não conseguiram a bem, fizeram a mal: dispararam tiros de canhão a partir das caravelas e destruíram casas na cidade afugentando a população e obrigando o sultão a render-se, a entregar a cidade e a retirar-se para o interior do território. E logo os Portugueses construíram uma muralha à volta da cidade para se defenderem e impuseram taxas (de 10% a 20%, conforme a origem das mercadorias) a todas as transacções de mercadorias realizadas no porto de Malaca. Consequências ? O porto franco acabou, a maioria dos mercadores passaram a evitá-lo e a procurar portos alternativos, foi o fim da época de ouro da cidade. E apesar disso tudo, este povo nunca escorraçou os Portugueses, tendo permitido que esta comunidade continuasse a praticar a sua religião e os seus hábitos culturais. Sobre isso, falaremos mais à frente, quando chegarmos ao Bairro Português, conhecido por "Portuguese Settlement".
Para mim é também paradoxal que esta cidade tenha construído uma réplica em tamanho natural da caravela portuguesa "Flora del Mar", usada para transportar o tesouro saqueado à cidade e que depois se afundou no Índico. Aí instalaram o Museu Marítimo, onde Gama e Albuquerque são recordados. É claro que esse acto foi politicamente polémico mas o comité local de Malaca Património da Humanidade assim entendeu que devia ser feito, porque a história não pode ser alterada e há que saber respeitá-la para se ser respeitado.
Voltemos àquele Domingo à tarde de Julho. Depois de ter visitado a igreja de São Francisco Xavier (o grande santo cristão venerado em todo o Oriente, homem culto e viajado que por várias vezes visitou Malaca), virei-me para o lado e lá estava o rio Malaca com o casario baixo nas suas margens, alguns restaurantes e esplanadas, barcos circulando com turistas, várias pontes ligando ao outro lado da cidade. Mais uma agradável surpresa que não esperava.
Ainda tive tempo para continuar o passeio a pé e descobrir o largo central da cidade, enquadrado pelas cores vermelho-tijolo de 3 interessantes edifícios: a Igreja de Cristo; a "Stadthuys" construída pelos holandeses no século 17 como residência do governador e onde hoje está instalado o Museu de História e Etnografia; a torre do relógio construída já no tempo dos ingleses. E lá estão alinhados, à espera de turistas para transportar, os "trishaws" engalanados com flores de plástico garridas, conforme as fantasias do seu condutor; são bicicletas a pedal com uma espécie de "side car" onde se podem sentar duas pessoas. A forma mais romântica de percorrer a cidade.
Mas à noite houve uma surpresa ainda melhor que eu não esperava. Antes de vir, eu tinha estabelecido contacto com a Associação Cultural "Coração em Malaca" e combinado encontrar-me com a Dra. Bárbara Candeias, professora e animadora cultural na comunidade portuguesa. Nunca nos tínhamos visto antes. Ao fazermos o primeiro contacto local por mensagem escrita, informou-me que ia haver uma festa com passagem de modelos com fatos de inspiração tradicional e com actuação de um dos grupos de folclore português.
Nesse serão tive também o prazer de conversar longamente com o Sr Michael Banerji, presidente do comité local de Malaca Património da Humanidade e residente activo na comunidade portuguesa, e de ser contagiado pela sua boa disposição, conhecimentos e empenhamento na promoção da identidade cultural da comunidade portuguesa.
Acabou em beleza o primeiro dia, com a promessa de no dia seguinte visitar o Bairro Português e jantarmos na esplanada da Praça de Portugal.
No dia seguinte (e último, para pena minha, pois Malaca merece muitos mais dias) começei cedo por visitar a Igreja de São Pedro, construída no século 18 no tempo da ocupação holandesa. Depois decidi alugar uma bicicleta para me facilitar as deslocações pela cidade. Passei pelo cemitério holandês, pelo palácio-museu do sultão (reconstruído segundo os desenhos do antigo palácio ardido), pela famosa "A Famosa" ou Porta de Santiago (o que resta da muralha portugueasa), pela colina verde onde se erguem as paredes da Igreja de São Paulo construída pelos Portugueses do século 16. São Francisco Xavier foi aqui sepultado em 1553, tendo os seus restos mortais sido trasladados para Goa mais tarde, onde permanecem. Todos estes locais estão cheios de turistas, especialmente asiáticos mas também muitos australianos e europeus (portugueses são nenhuns ou raros, por estas paragens). Tal como no passado, também hoje muitos povos diferentes se cruzam nesta cidade aberta.
Depois visitei o Museu de História e Etnografia e o Museu Marítimo, ambos bastante bem organizados e documentados. A cidade tem muitos outros museus para visitar mas um dia não chega. De tarde andei pela "China town" que me fascinou com as suas casas dos anos 30 e os seus magníficos templos budistas.
Malaca é, para quem a descobre, uma cidade fascinante. E penso que isso se deve a várias coisas: às reminiscências históricas visíveis, aos seus museus bem equipados e documentados, ao casario que exprime as várias influências arquitectónicas e, sobretudo, à convivência pacífica de vários povos e religiões.
Um olhar sobre Malaca, continua na próxima semana...

Mário, Luísa, Bárbara, Edgar, António
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Encontros para lá do óbvio
Chamo-lhes encontros para lá do óbvio:
Um português de Malaca encontrou-me na rua D'Albuquerque e disse:
"You have to meet my 2 sisters and brother because they have special names".
Ao que eu respondi: "Como é que se chamam?"
Ele disse: Jacinta, Lúcia e Francisco.
Estava a beber um café expresso com uma amiga em Malaca e sentam-se na mesa ao lado dois portugueses com câmaras de filmar "xpto". Português que é português começa logo a falar, assim foi, talvez uma espécie de quimica ou curiosidade. Café seguido de jantar, com chuva de verão pelo meio, conversas sobre a comunidade portuguesa, sobre viajar pelo mundo, sobre optar por rumos diferentes. Esses dois bravos viajantes, para mim navegantes destemidos, andam pelo mundo a fazer um documentário sobre Fernão Mendes Pinto.
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Quem é Afonso de Albuquerque?
Resposta por uma criança de 5 anos: "Albuquerque yosso abo tiu" - Albuquerque é o nosso tio avô.
Resposta por um jovem de 21 anos: "Albuquerque abo tiu di pai" - Albuquerque é o tio avô do nosso pai.
Resposta por um Senhor de 75 anos: "Albuquerque yosso bisabo di pai. Eli ja fika ne Malacca mutu tantu tempu, mutu antigu igual yossa lingu. Eli chegah naki 1511, kum mutu tantu barku. Homi bravu" - Albuquerque é o bisavó do nosso pai. Ele chegou a Malaca há muito tempo, é muito antigo como a nossa linguagem. Ele chegou aqui em 1511, com muitos barcos. Homem bravo.
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Homenagem
Diante disto rendo-me, e digo mais: que vale a pena, afinal, haver história, haver arquitectura, e haver respeito por quantos souberam ser antes de nós bichos e poetas do seu casulo.
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A educação
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O corpo humano
Estamos a rever o corpo humano através da observação de imagens e troca de palavras. É essencial os alunos perceberem a semelhança existente entre as duas línguas, apesar de serem escritas de forma diferente. De acordo com este factor, as aulas de português são sempre adaptadas, para que melhor seja compreendida a matéria.
Por exemplo: utilizo posters com imagens e etiquetas para que todos os alunos possam ver e participar. No final da aula, fazemos em conjunto uma mini apresentação oral sobre o tema para assimilação de conhecimentos.
Podemos ver na imagem a semelhança entre as duas línguas:
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Pedido de Suporte, Apoio e Colaboração

O Património deixado por Portugal foi uma das razões pelas quais Malaca foi classificada como Património da Humanidade.
Este projecto nasceu em simultâneo com o pedido de apoio social à comunidade e apoio específico aos grupos de dança do nosso folclore, que passados de gerações em gerações se foram adulterando, nomeadamente as letras das canções. Tendo em conta a avançada idade dos líderes dos grupos de dança, que são quatro, é urgente preparar novos líderes e criar novos grupos com os mais novos. O projecto foi também solicitado pelos Portugueses de Malaca, do Bairro Português de Malaca, embora a comunidade já se encontre espalhada por toda a Malásia e Singapura. A grande concentração dos luso descendentes no Bairro Português de Malaca, continuam, com grande orgulho, a manter as nossas tradições e cultura.
São as nossas tradições e cultura que movimentam parte do turismo em toda a Malásia. Eles festejam todas as festas populares desde o São João ao São Pedro... o Entrudo (o carnaval) dançam e cantam o nosso folclore. Tocam harmónica bucal, festejam o Natal com muita intensidade, tal como nós, o que leva muita gente de todos os lados da Malásia a visitar MALACA.
Em toda a Malásia cerca de 200 palavras são faladas e escritas em Português. É costume dizer-se que "cada língua que se perde é um homem que morre". E não podemos deixar que a nossa língua seja esquecida".
É nosso dever informar-vos, com muita tristeza, que o nosso Projecto: "Povos Cruzados - Futuros Possíveis" corre sérios riscos de ser suspenso, por tempo incerto, por falta de fundos.
Agradecemos-vos, antecipadamente, com este "Coração em Malaca".
A todos com o coração neste projecto solicitamos apoio para a continuidade do mesmo.
A Direcção
Luisa Timóteo
Dear Friends and Associates,
It is with deep sorrow that we have the duty to inform that, at this point of time, our project is in serious risks of having to be discontinued until further notice due to lack of funds. We would appreciate your sincere collaboration in promoting this project and assisting us in gathering the necessary funds to ensure its smooth continuation and existence.
We thank you, in advance, with this sincere "Heart in Malacca".
The General Committee of the Cultural Association "Heart in Malacca"
A nossa "camionete"
Vídeo: Cantiga 1,2,3,4,5,6,7. Viva a nossa camionete!
Clique no play:
7,6,5,4,3,2,1. Como nós não há nenhum!
Desenhos elaborados pelos alunos:
Long live our Van. There is no one like us.
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As aulas de Português Moderno
As aulas de Português Moderno (como os meus alunos lhe chamam), já começaram.
Para reforçar os conhecimentos antes adquiridos, foi feita uma revisão com os alunos durante as duas primeiras semanas de aulas.
Os alunos continuam a demonstrar interesse, mostrando-se bastante participativos, fazendo perguntas e respondendo aos exercícios realizados ao longo da aula.
Manifestam também entusiasmo em aprender português (por vezes demasiado), nas actividades propostas.
Vídeo: Português moderno
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Improviso
1º Imaginação.
2º Encontrar objectos/instrumentos que emitam sons (por exemplo chaves).
3º Experimentar.

4º Funciona.
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Levantamento de palavras e expressões
O "Português antigo" foi transmitido oralmente de geração em geração entre as familias luso-descendentes e assim por diante. Até aos dias de hoje (século XXI),com o decorrer do tempo, o seu vocabulário tornou-se bastante limitado e a sua pronuncia tem sido modificada.
Segundo o linguista Edgar Knowlton "a linguagem baseada no português dos séculos dezasseis e dezassete abala a imaginação, sendo uma mistura sedutora entre o velho e o longínquo."
Estas são algumas expressões:
Português - "Português" de Malaca - Inglês
Gelo - Pedra friu - Ice
Olheiras - Olo podri - Dark circles
Muito bom - Mutu tantu bong - Very good
Cidade - Sidadi - City
Bicicleta - Kabalu di ferru - Bike
Estrela cadente - Strela Kum ku Kumpridu - Shooting star
Avião - Barku abua - Plane
Sapato -Sapatu - Shoe
Coração - Korsang - Heart
Filho bastardo - Filo tras di porta - Bastard sun
Coma - Pirigu di Motri - Coma
Bem vindo - Beng vindo - Welcome
Boa manhã - Bong pamiang - Good morning
Bom dia - Bong dia - Good day
Bom meio dia - Bong midia - Good noon
Boa tarde - Bong atardi - Good evening
Boa noite - Bong anoiti - Good night
Olá, tudo bem? - Olah, teng bong? - Hello, how are you?
Tudo bem - Yo teng bong - I am well
Obrigado - Mutu grandi merseh - Thank you
Onde vais? - Ondi ta bai? - Where are you going?
O que estás a comprar? - Ki bos ta kompra? - What are you buying?
Eu estou a comprar peixe e carne - Yo ta kompra pesi kum karni - I am buying fish and meat
Qual é o teu nome? - Ki bos sa nomi? - What is your name?
O meu nome é Pedro - Yo sa nomi Pedro - My name is Pedro
Quantos anos tens (idade) ? - Kantu idadi bos teng? - How old are you?
Eu tenho 30 anos - Yo teng trinta anu di idadi - I am 30 years old
Onde moras? - Ondi bos fika? - Where do you live?
Eu moro no Bairro Português de Malaca - Yo te fika na Bairro Portugues di Malacca - I live in the Portuguese Settlement
Eu vou trabalhar - Yo bai sebrisu - I am going to work
Mais expressões e palavras estão a ser registadas.
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Intercâmbio Cultural de Postais
Cattelina Di Costa - "pintura" saltitante ao meu alcance.
Vivemos numa sociedade onde a informação cultural é-nos fornecida através de fotografias e imagens. A ideia de desenvolver um Intercâmbio Cultural surge no âmbito das aulas de português, entre outras actividades educacionais.
Aliado ao nosso Projecto Povos-Cruzados, o objectivo é realizar um Intercâmbio Cultural de troca de Postais, entre estudantes de Portugal (de várias idades) estudantes de Malacca (do Bairro Português) e outras pessoas que têm colaborado no nosso Projecto.
Através deste intercâmbio será possível criar uma nova fonte de motivação para a aprendizagem da língua portuguesa em Malaca, bem como o reconhecimento das tradições e cultura de cada País.
Brevemente mais informações.
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Jovens cantam músicas tradicionais
Clique no play:
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Melaka World Heritage City
"Num comunicado de imprensa divulgado pela UNESCO no dia 7 de Julho de 2008, Malaca (Melaka na actual denominação malasiana) e George Town surgem lado a lado como «cidades históricas dos Estreitos de Malaca (Malásia)», que «se desenvolveram durante 500 anos de comércio e trocas culturais entre o Oriente e o Ocidente», criando uma «herança multicultural específica». Malaca e George Town, acrescenta o Comité do Património Mundial da UNESCO reunido no Quebeque (Canadá), «constituem uma paisagem urbana arquitectónica e cultural única sem paralelo na Ásia Oriental e do Sudeste»". Instituto Camões
Melaka and George Town, historic cities of the Straits of Malacca (Malaysia) have developed over 500 years of trading and cultural exchanges between East and West in the Straits of Malacca. The influences of Asia and Europe have endowed the towns with a specific multicultural heritage that is both tangible and intangible. With its government buildings, churches, squares and fortifications, Melaka demonstrates the early stages of this history originating in the 15th-century Malay sultanate and the Portuguese and Dutch periods beginning in the early 16th century. Featuring residential and commercial buildings, George Town represents the British era from the end of the 18th century. The two towns constitute a unique architectural and cultural townscape without parallel anywhere in East and Southeast Asia". By UNESCO
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