Nus Se Terra - Nus Se Komunidadi - Nus Se Adranse - Nossa Herança

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"Pintura"

Colabore connosco

Salvem a nossa cultura - Salvasang kum nus se kultura - Save our culture

Comunidade Kristang (cristã)

Atravessei o oceano em direcção ao Oriente.
Cheguei a Malaca onde os portugueses atracaram os barcos há 500 anos.
Aqui continuam bravos e orgulhosos das nossas tradições.

BEM VINDOS(as) AO PORTUGUESE SETTLEMENT

Quem é Afonso de Albuquerque?

Pergunta feita (no presente do indicativo), a algumas pessoas da comunidade das quais obtive as seguintes respostas:

Resposta por uma criança de 5 anos: "Albuquerque yosso abo tiu" - Albuquerque é o nosso tio avô.

Resposta por um jovem de 21 anos: "Albuquerque abo tiu di pai" - Albuquerque é o tio avô do nosso pai.

Resposta por um Senhor de 75 anos: "Albuquerque yosso bisabo di pai. Eli ja fika ne Malacca mutu tantu tempu, mutu antigu igual yossa lingu. Eli chegah naki 1511, kum mutu tantu barku. Homi bravu" - Albuquerque é o bisavó do nosso pai. Ele chegou a Malaca há muito tempo, é muito antigo como a nossa linguagem. Ele chegou aqui em 1511, com muitos barcos. Homem bravo.


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Homenagem

ao Bairro Português de Malaca.

Dedico este poema ao Bairro Português de Malaca, escrito por Miguel Torga sobre a cidade de Évora, merecedora de bela descrição, assim como Malaca.

Rendo-me.
Diante disto rendo-me, e digo mais: que vale a pena, afinal, haver história, haver arquitectura, e haver respeito por quantos souberam ser antes de nós bichos e poetas do seu casulo.

E por isto: porque até hoje, em Portugal, só esta terra me deu a justa medida e a justa prova da séria e humana pegada que deixaram no seu caminho nossos pais. Para que surja vivo e sagrado aos olhos o que os meus antepassados fizeram, é preciso que essa lição seja não só testemunho mas destino.
Ora nenhuma cidade nossa, salvo esta, foi capaz de me dizer com pureza e beleza que eu sou latino, que eu sou árabe, que eu sou cristão, que eu sou peninsular, que eu sou português – que eu sou esta mistura de sangue místico e pagão que fez de mim o homem desgraçado que sou.” [Miguel Torga, in Diário, II].

Nikita Felix

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A educação

"Eles não sabem que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, da casa, do sapato, dos remédios e da educação dependem das decisões políticas". Bretch

Sly & Sonia - alunos de "português moderno".

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O corpo humano

O que nos faz respirar, comer, andar, sentir, compreender e aprender?
É o corpo.

Gail Alexandra Lazaroo

Estamos a rever o corpo humano através da observação de imagens e troca de palavras. É essencial os alunos perceberem a semelhança existente entre as duas línguas, apesar de serem escritas de forma diferente. De acordo com este factor, as aulas de português são sempre adaptadas, para que melhor seja compreendida a matéria.

Por exemplo: utilizo posters com imagens e etiquetas para que todos os alunos possam ver e participar. No final da aula, fazemos em conjunto uma mini apresentação oral sobre o tema para assimilação de conhecimentos.

Podemos ver na imagem a semelhança entre as duas línguas:



Vídeo: o corpo humano
Clique no play:

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Pedido de Suporte, Apoio e Colaboração



Queridos Amigos de Malaca e Associados,

O Património deixado por Portugal foi uma das razões pelas quais Malaca foi classificada como Património da Humanidade.

Este projecto nasceu em simultâneo com o pedido de apoio social à comunidade e apoio específico aos grupos de dança do nosso folclore, que passados de gerações em gerações se foram adulterando, nomeadamente as letras das canções. Tendo em conta a avançada idade dos líderes dos grupos de dança, que são quatro, é urgente preparar novos líderes e criar novos grupos com os mais novos. O projecto foi também solicitado pelos Portugueses de Malaca, do Bairro Português de Malaca, embora a comunidade já se encontre espalhada por toda a Malásia e Singapura. A grande concentração dos luso descendentes no Bairro Português de Malaca, continuam, com grande orgulho, a manter as nossas tradições e cultura.

São as nossas tradições e cultura que movimentam parte do turismo em toda a Malásia. Eles festejam todas as festas populares desde o São João ao São Pedro... o Entrudo (o carnaval) dançam e cantam o nosso folclore. Tocam harmónica bucal, festejam o Natal com muita intensidade, tal como nós, o que leva muita gente de todos os lados da Malásia a visitar MALACA.


Em toda a Malásia cerca de 200 palavras são faladas e escritas em Português. É costume dizer-se que "cada língua que se perde é um homem que morre". E não podemos deixar que a nossa língua seja esquecida".

É nosso dever informar-vos, com muita tristeza, que o nosso Projecto: "Povos Cruzados - Futuros Possíveis" corre sérios riscos de ser suspenso, por tempo incerto, por falta de fundos.
Gostaríamos de solicitar a vossa colaboração sincera na promoção deste projecto e a vossa assistência na angariação dos meios necessários para o seu correcto desenvolvimento e continuação.
Agradecemos-vos, antecipadamente, com este "Coração em Malaca".

A todos com o coração neste projecto solicitamos apoio para a continuidade do mesmo.
Colabore connosco enviando um donativo para a nossa Associação através de:
Caixa Geral de Depósitos
Nº 0245000195730
NIB 003502450000019573088

Solicitamos que nos informem através do email da Associação.

Associação Cultural Coração em Malaca.

Obrigada por colaborar com o nosso projecto e com a comunidade luso-descendente de Malaca.
Com amizade
A Direcção
Luisa Timóteo


Dear Friends and Associates,



It is with deep sorrow that we have the duty to inform that, at this point of time, our project is in serious risks of having to be discontinued until further notice due to lack of funds. We would appreciate your sincere collaboration in promoting this project and assisting us in gathering the necessary funds to ensure its smooth continuation and existence.
We thank you, in advance, with this sincere "Heart in Malacca".



The General Committee of the Cultural Association "Heart in Malacca"

A nossa "camionete"

Este é o famoso autocarro amarelo que leva a maioria das crianças do Bairro Português de Malaca para a escola.
Um dia, fui de boleia.



No âmbito dessa viagem optei por ensinar aos meus alunos a cantiga que a maioria das crianças aprende em Portugal, nas visitas de estudo.

Vídeo: Cantiga 1,2,3,4,5,6,7. Viva a nossa camionete!

Clique no play:


7,6,5,4,3,2,1. Como nós não há nenhum!

Desenhos elaborados pelos alunos:





Long live our Van. There is no one like us.

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As aulas de Português Moderno



As aulas de Português Moderno (como os meus alunos lhe chamam), já começaram.

Para reforçar os conhecimentos antes adquiridos, foi feita uma revisão com os alunos durante as duas primeiras semanas de aulas.
Os alunos continuam a demonstrar interesse, mostrando-se bastante participativos, fazendo perguntas e respondendo aos exercícios realizados ao longo da aula.
Manifestam também entusiasmo em aprender português (por vezes demasiado), nas actividades propostas.

Vídeo: Português moderno

Clique no play:

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Improviso

Como improvisar uma "bateria" no Bairro Português de Malaca:

1º Imaginação.
2º Encontrar objectos/instrumentos que emitam sons (por exemplo chaves).
3º Experimentar.



4º Funciona.

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Levantamento de palavras e expressões

Do ponto de vista comunitário, quando estamos a desenvolver um Projecto, é essencial a participação de toda a comunidade. O envolvimento e a colaboração das pessoas desde o início levam a melhores resultados, pois é a comunidade que beneficia de toda a aprendizagem. Um dos nossos objectivos é ajudar a manter vivo o crioulo português de Malaca (mostrando, por exemplo, quão semelhantes são por vezes as duas línguas que, mutuamente se mantêm vivas no Bairro Português de Malaca).

O "Português antigo" foi transmitido oralmente de geração em geração entre as familias luso-descendentes e assim por diante. Até aos dias de hoje (século XXI),com o decorrer do tempo, o seu vocabulário tornou-se bastante limitado e a sua pronuncia tem sido modificada.

Segundo o linguista Edgar Knowlton "a linguagem baseada no português dos séculos dezasseis e dezassete abala a imaginação, sendo uma mistura sedutora entre o velho e o longínquo."

Estas são algumas expressões:

Português - "Português" de Malaca - Inglês

Gelo - Pedra friu - Ice

Olheiras - Olo podri - Dark circles

Muito bom - Mutu tantu bong - Very good

Cidade - Sidadi - City

Bicicleta - Kabalu di ferru - Bike

Estrela cadente - Strela Kum ku Kumpridu - Shooting star

Avião - Barku abua - Plane

Sapato -Sapatu - Shoe

Coração - Korsang - Heart

Filho bastardo - Filo tras di porta - Bastard sun

Coma - Pirigu di Motri - Coma

Bem vindo - Beng vindo - Welcome

Boa manhã - Bong pamiang - Good morning

Bom dia - Bong dia - Good day

Bom meio dia - Bong midia - Good noon

Boa tarde - Bong atardi - Good evening

Boa noite - Bong anoiti - Good night

Olá, tudo bem? - Olah, teng bong? - Hello, how are you?

Tudo bem - Yo teng bong - I am well

Obrigado - Mutu grandi merseh - Thank you

Onde vais? - Ondi ta bai? - Where are you going?

O que estás a comprar? - Ki bos ta kompra? - What are you buying?

Eu estou a comprar peixe e carne - Yo ta kompra pesi kum karni - I am buying fish and meat

Qual é o teu nome? - Ki bos sa nomi? - What is your name?

O meu nome é Pedro - Yo sa nomi Pedro - My name is Pedro

Quantos anos tens (idade) ? - Kantu idadi bos teng? - How old are you?

Eu tenho 30 anos - Yo teng trinta anu di idadi - I am 30 years old

Onde moras? - Ondi bos fika? - Where do you live?

Eu moro no Bairro Português de Malaca - Yo te fika na Bairro Portugues di Malacca - I live in the Portuguese Settlement

Eu vou trabalhar - Yo bai sebrisu - I am going to work


Mais expressões e palavras estão a ser registadas.

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Intercâmbio Cultural de Postais

"A IMAGEM NÃO PODE MUDAR A REALIDADE, MAS NÓS PODEMOS MOSTRÁ-LA". Fred McCullin

Cattelina Di Costa - "pintura" saltitante ao meu alcance.


Vivemos numa sociedade onde a informação cultural é-nos fornecida através de fotografias e imagens. A ideia de desenvolver um Intercâmbio Cultural surge no âmbito das aulas de português, entre outras actividades educacionais.

Aliado ao nosso Projecto Povos-Cruzados, o objectivo é realizar um Intercâmbio Cultural de troca de Postais, entre estudantes de Portugal (de várias idades) estudantes de Malacca (do Bairro Português) e outras pessoas que têm colaborado no nosso Projecto.

Os postais além de serem considerados uma imagem turística, representam também o património de uma cidade.

Através deste intercâmbio será possível criar uma nova fonte de motivação para a aprendizagem da língua portuguesa em Malaca, bem como o reconhecimento das tradições e cultura de cada País.

Brevemente mais informações.

Fotografia por Tan Yan Soon (repórter de Singapura).

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Jovens cantam músicas tradicionais

A música "O malhão", é uma, entre outras músicas tradicionais portuguesas interpretadas no Bairro Português de Malaca, em ambiente de convívio.
A composição das letras e a melodia são tocadas de forma diferente, à moda deles, com criatividade e inovação.

Clique no play:

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Melaka World Heritage City

O Património deixado por Portugal foi uma das razões pelas quais Malaca foi classificada como Património da Humanidade. Hoje dia 7 de Julho de 2010 celebra-se o seu segundo Aniversário em Malaca.
Sendo portuguesa e estando a coordenar o Projecto Povos-Cruzados no Bairro Português de Malaca, fui convidada pelo Regedor Peter Gomes a estar presente no segundo aniversário "Melaka World Heritage City".

"Num comunicado de imprensa divulgado pela UNESCO no dia 7 de Julho de 2008, Malaca (Melaka na actual denominação malasiana) e George Town surgem lado a lado como «cidades históricas dos Estreitos de Malaca (Malásia)», que «se desenvolveram durante 500 anos de comércio e trocas culturais entre o Oriente e o Ocidente», criando uma «herança multicultural específica». Malaca e George Town, acrescenta o Comité do Património Mundial da UNESCO reunido no Quebeque (Canadá), «constituem uma paisagem urbana arquitectónica e cultural única sem paralelo na Ásia Oriental e do Sudeste»". Instituto Camões

"On 7 July 2008, Melaka was declared a World Heritage City by UNESCO. Its heritage buildings, cultural enclaves and places of worship are visited by history buffs and tourists from around the globe. Participate in the second anniversary celebrations to commemorate the historic occasion.

Melaka
and George Town, historic cities of the Straits of Malacca (Malaysia) have developed over 500 years of trading and cultural exchanges between East and West in the Straits of Malacca. The influences of Asia and Europe have endowed the towns with a specific multicultural heritage that is both tangible and intangible. With its government buildings, churches, squares and fortifications, Melaka demonstrates the early stages of this history originating in the 15th-century Malay sultanate and the Portuguese and Dutch periods beginning in the early 16th century. Featuring residential and commercial buildings, George Town represents the British era from the end of the 18th century. The two towns constitute a unique architectural and cultural townscape without parallel anywhere in East and Southeast Asia". By UNESCO

mais informações em:
http://www.mbmb.gov.my/

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O regresso a Malaca

"as palavras não são actos".
"words are not acts".
"palabra ki empodi fazeh"
Shakespeare


Noel Felix

O Regedor Peter Gomes & Michael Banerji


Cypriano De Costa & Jothi Nagei


Agnes Fernandes

Patrick Monteiro



Cattelina De Silva

George Alcantara


Agustine Alcantara

Clifford Lazaroo


Depois de dois meses em Portugal, regressei a Malaca.
O trabalho desenvolvido pela Associação Korsang di Melaka, no percurso pelos diversos locais em que me foi dada a oportunidade de expor o nosso Projecto POVOS CRUZADOS:FUTUROS POSSÍVEIS, deixou-me mais consciente, confiante e deu-me forças para continuar.

O apoio e envolvimento de todos os que nos receberam deram-me a conhecer o quanto ficaram sensibilizados pelo Projecto que já vem angariando associados, instituições, entidades e pessoas. Esta era uma realidade que não sabia ao certo a sua dimensão.
Transmitir estes testemunhos em Malaca foi mais uma riqueza acrescida, que irá passar de geração em geração. Na certeza do engrandecimento entre as relações Portugal/ Malásia/ Malásia/Portugal.
Um obrigado a todos ou mutu grandi merseh a tudu genti.

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Pegadas de Malaca em Freixo-de-Espada-à-Cinta


Uma pedra cravada no chão em Freixo-de-Espada-à-Cinta, que me chamou a atenção onde está escrito "Os Simples - 1892".

Uma Terra longínqua desenhada no mapa que acarreta pegadas e histórias de Malaca com um passado marcante. Um lugar que considero sagrado pelo seu significado, pela sua energia e beleza rara.

Começo com o testemunho de José Costa Machado que nos guiou pelas tumultuosas estradas até Freixo-de-Espada-à-Cinta.
"No dia 19 de Maio de 2010, fomos a Freixo-de-Espada-à-Cinta onde nos esperava uma recepção inesquecível. Manuel Bosco Lázaro, cuja vinda a Portugal se deve a dois mecenas e ao apoio da Associação Coração em Malaca, fazia questão de visitar as irmãs do padre Joaquim Pintado, natural de Freixo e que fora missionário e pároco no Bairro Português de Malaca (1948-1975), pessoa a quem ele deve toda a sua educação e toda a sua formação como animador cultural.

As duas irmãs do Padre Pintado, falecido em 1997, a D. Aida e a D. Lurdes, conservam bem viva a memória do irmão e de todos os seus trabalhos pelo Oriente.

A D. Lurdes viveu 20 anos em Malaca com o irmão e reconheceu o Joe Joe, como chamou a Lázaro assim que o viu e atentou nele. D. Lurdes está à direita e tudo perguntou a Joe Joe, pela esposa, pelos filhos, pelos amigos, por casas e por vizinhos.
Foi uma saudade viva, uma emoção indescritível, um momento porventura único e irrepetível.
Como foi emotivo outro momento, já naquela fase de uma visita em que o tempo se esgotava e o regresso a Braga se fazia tarde, por compromissos já assumidos, quando Papa Joe encontrou o senhor Francsico, sobrinho de outro padre, o Padre Sendim, que estivera também em Malaca e que lá falecera.
Dois homens que se abraçaram em plena rua, chamando um pelo outro, reconhecendo-se após 11 anos, por este sobrinho, Francisco Sendim, profissional de barbearia em Freixo, ter ido a Malaca recolher as cinzas de seu tio e trazê-las para Portugal.
Entretanto foramos recebidos pelo senhor vice-presidente da Câmara e tirámos a fotografia.

Foi uma porta que se abriu, numa cidade toda recheada de memórias do Oriente.
Fomos guiados pelo professor Jorge Duarte aos dois locais de memória urgente que levávamos: a casa de D. Lurdes e o cemitério. Mas este encontro com o guia foi outro deslumbramento, quer pela síntese de vistas e de momentos históricos, quer pelas palavras pausadas e amadurecidas de projectos passados, presentes e futuros.

Jorge Duarte é um fazedor de memórias, quer organizando-lhes os espaços físicos de permanência, quer fazendo delas um levantamento sempre mais descritivo e rigoroso. Pelo meio e pelo caminho foram ficando lamentos de alguma insdisciplina contemporânea sobre pessoas, bens, serviços, ideias, pedras, cacos, que nos garantiram até hoje este tempo em que andamos.

A ideia de um museu do missionário merece-a Freixo de Espada-à-Cinta, precisamos todos nós mais dela, hão-de requerê-la como urgente os governantes, por mais dados que se quieram fazer passar pelos critérios do relativismo cultural ou do jacobinismo de trincheira.

No cemitério estão os restos mortais de dois grandes missionários do Oriente, o padre Manuel Joaquim Pintado e o Padre Augusto Manuel Sendim, mas também o padre Massa, padre em Macau mas que Manuel Bosco Lázaro também conheceu pessoalmente.
Foram breves as horas que passámos em Freixo, idos de Braga e a ela regressados por imperativo de actuação do «grupo do mestre», ou seja, por causa de uma actuação que a Associação Cultural e Festiva «Os Sinos da Sé», de que faço parte, tinha marcada em Barcelos, para a ordem local dos advogados, actuação essa que Papa Joe queria presenciar e para a qual foi mobilizado, absolutamente surpreendido, tendo tocado connosco.

Apresentei-o com pompa e circunstância, momento único para todos e ele, munido da sua viola, cantou e tocou. Dançámos uma cantiga sua, o «Bira di bairu português», uma aquisição para o nosso repertório e que fazemos questão de dar a conhecer daqui para a frente.

Todas as palavras são poucas quando se está perante um projecto desta natureza, o de dar a conhecer a um português de Malaca algumas representações deste país ou chão que foi de seus antecessores, há 500 anos partidos para o oriente e ao longo dos tempos renovados por outros.

Este projecto e esta associação Coração em Malaca tem uma persistente líder, uma espécie de alma da história que quer neste presente reintegrar todo o passado. Luísa Timóteo é uma torrente de entusiasmo, uma directriz de obras a fazer, uma vendaval de aproximações a tudo quanto possa transfigurar-nos, aumentar-nos a vontade, superar-nos o pessimismo.


Aqui está ela com o Jorge Duarte, afinal duas pedras cruciais das obras que os portugueses fazem e encontram e sonham pelos caminhos".

Depois deste testemunho, faço do José as minhas palavras e partilho com vocês uma fotografia enviada pelo Duque de Edimburgo, exposta na casa das irmãs do Sr. Padre Pintado.

A fotografia contém a seguinte legenda:
Malaca, 6-03-1972
"Ainda estais em Malaca?"
Duque de Edimburgo.


Obrigado a todos pela vossa colaboração e calorosa ecepção que tivemos em Freixo-de-Espada-à-Cinta e em Braga.

Até breve.

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Arte e futebol

O Bairro Português de Malaca - Malásia, apoia a Selecção.
Força Portugal!









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Cultura: São João e São Pedro em Malaca

De 23 a 29 de Junho, o Bairro Português de Malaca comemora o S. João e S. Pedro (San Juan e San Pedro). Estes dois festivais reflectem a importância do comércio tradicional de pesca para a comunidade portuguesa à beira-mar.



São Pedro é o Santo Padroeiro dos pescadores.
Um marco importante do festival é a bênção dos barcos dos pescadores locais, especialmente decorada para a ocasião. A festa depois continua com as danças tradicionais de folclore português e baillarico na praça portuguesa.

Decoração dos barcos de pesca.

Estão todos convidados a festejar connosco um S. João e S. Pedro Oriental.

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Portugal mais perto de Malaca

Caros Associados e Amigos,

A Cordenadora do Projecto, Cátia Bárbara Candeias chegou ao Bairro Português de Malaca no dia 21 de Junho de 2010, onde permanecerá até Fevereiro de 2011, continuando e reforçando a nossa causa, restabelecer a amizade e a cooperação entre Malaca/Malásia/Portugal.

Agradecemos ao nosso compatriota Jothi Nagei, pelo empenho, colaboração e apoio indispensável no Jornal Papia Português - http://www.malaca-portugal.blogspot.com/
A todos vós Associados e Amigos solicitamos que retribuam individualmente com uma palavra de reconhecimento e gratidão. Fica o nosso apelo para a fortificação da cultura / da Língua de Camões que nos identifica.

Bem hajam.
Um abraço frateno

A Direcção
Luisa Timóteo
Presidente

10 de Junho, dia de Portugal

O poema de Patrick da Silva, sobre o dia de Portugal, reflecte, exacta e verdadeiramente, o sentimento do que é fazer parte desse belo Mundo Português em Malaca:

"Ozi dez di Jun
Dia di Portugal
Selebrasang di tudo genti
Di nasanhg ki teng igual
Korsang cheu di saudade
Ki nos acha juntu
descendente di isti nasang
Na isti parti di mundo
Tantu tempu jah passa
Mas, korsang nunca skiseh
Kustimi, relijiang ki nus jah resebeh
Logu guarda ati mureh

Salva, Deus Salva Kum Terra di Portugal!
Salve, Deus Salva Kum Terra di Portugal!"

Patrick da Silva (12 de Junho de 2002)

O autor deste poema Patrick Da Silva, luso-descendente de Malaca, infelizmente já falecido mas nunca esquecido. Patrick era um dos líderes mais distintos da comunidade luso-descendente do Bairro Português de Malaca. Serviu incansavelmente a sua comunidade durante quase 40 anos. Era, também, uma pessoa muito interessada em estudar, aprofundar e manter viva a cultura luso-descendente (em risco de extinção).

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Brevemente

Divulgação do Encontro de Culturas entre Malaca - Braga - Freixo Espada-à-Cinta - Póvoa do Varzim - Coimbra e Lisboa, com a participação especial do Sr. Manuel Bosco Lazaroo (Papa Joe).


Sr. Manuel em Coimbra no Portugal dos Pequenitos

Obrigado a todos por visitarem o nosso blog e seguirem o nosso Projecto Povos Cruzados-Futuros Possíveis.

"Não há palavras que descrevam tão fortes emoções de encontros e reencontros.
Os que por lá passaram sentem a saudadi. Os que não foram pensam em ir breve.
Tudo por força do amor a Portugal, do valor humano lá deixado e que permance vivo.
Obrigada a todos que possibilitaram tão belos momentos que jamais se esquece.
Bem hajam a todos que já somos muitos
".
Luisa Timóteo
Presidente

" This is a dream come true - when I first went to Malaysia and visited the "Portuguese Neighborhood" never did I think that I would see this. Thank you to all that had something to do with this and especially to all Portuguese Malaysians for hanging on to their Portuguese Heritage and their Portuguese Malay Creole, which I totally understand. You are a shining example to so many others. Obrigada e saudades e espero ainda vos visitar outra vez. Abracos dos EUA."
Maria Connie da Silva


"Nutro o maior respeito pelos luso descendentes de Malaca, os Christang. Quando descobri o seu site, há uns 10 anos, espantei-me porque eles se auto alimentavam de lusitanidade... não havia qualquer reciprocidade por parte dos portugueses! Congratulo-me pela mudança de postura! :)" D' Abrew Sahagum

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Encontro de Culturas: Figueira da Foz/Malaca

No dia 17 de Maio de 2010, foi realizado na Escola do Paião o Encontro de Culturas entre Portugal - Malaca.
Obrigado a todos pela vossa presença, em especial à Dra. Madalena Canas e aos seus alunos do Clube Raízes-Viagens pela História e pelo Património.
Esperamos num futuro próximo estabelecer um intercâmbio entre os nossos alunos.























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